O mês de maio foi o mês com o maior volume de despesas registradas pelos gabinetes dos vereadores de Jaraguá do Sul em 2018. No período, foram cerca de R$ 8,6 mil. Em abril, o montante foi de pouco mais de R$ 4 mil, conforme balanço informado pela própria Câmara de Vereadores.

O acréscimo registrado em maio ocorreu principalmente em relação às despesas com diárias, que totalizaram R$ 3,6 mil no período. Os maiores valores de diárias, de R$ 1.390,00, foram utilizados pelos gabinetes dos vereadores Celestino Klinkoski (PP) e Arlindo Rincos (PSD).

Gabinetes de Rincos (PSD) e Klinkoski (PP) foram os que mais usaram diárias | Foto Arquivo OCP News
Gabinetes de Rincos (PSD) e Klinkoski (PP) foram os que mais usaram diárias | Foto Arquivo OCP News

Conforme as prestações de contas disponíveis para consulta no site da Câmara de Vereadores, os valores foram pagos a chefe de gabinete de Klinkoski e a assessor parlamentar de Rincos para participação no curso "O Papel do Legislativo Frente aos Tributos Municipais", realizado pelo Centro de Estudos da Administração Pública (Ceap), entre 22 a 25 de maio, em Florianópolis.

“Eu praticamente não participei de cursos, mas os assessores também têm que estar atualizados, é o chefe de gabinete. Não só nós temos que estar nos atualizando, é como um profissional em qualquer empresa, que precisa se reciclar”, comenta Klinkoski.

Busca por qualificação e diárias

Da mesma forma, Arlindo Rincos salienta que seus assessores buscam a qualificação, “para que possam me ajudar a prestar um grande trabalho para a população”, ressalta. Rincos observa que todo profissional realiza despesas para poder desempenhar seu trabalho e defende que a busca por conhecimento não pode ser entendida como um gasto, mas como um investimento.

“Eu tenho um assessor [parlamentar] de nível superior e outro que está buscando também a qualificação superior, e eles vão fazer cursos, vão se especializar”, reforça o vereador.

Rincos também compara as despesas dos gabinetes em relação ao gastos do Executivo com publicidade. Segundo o vereador, serão R$ 12,5 milhões para os quatro anos de mandato da gestão Antídio Lunelli (PMDB), o que ele considera exorbitante.

Outros três gabinetes também tiveram despesas com diárias, no total de R$ 760. Os valores foram utilizados pelos vereadores Isair Moser (PSDB), Marcelindo Carlos Gruner (PTB) e o presidente da Câmara, Anderson Kassner (PP).

Junto com Klinkoski, os parlamentares participaram de reunião junto ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT), e com o deputado estadual Vicente Caropreso (PSDB), para tratar sobre questões de infraestrutura de ruas e também apresentar reivindicações do município.

Marcelindo Gruner, acompanhado de assessor parlamentar, também foi a Florianópolis para participar de reunião com o secretário de Agricultura do Estado, Moacir Sopelsa, e também com o então secretário de Desenvolvimento Sustentável, deputado estadual Carlos Chiodini (MDB), segundo a prestação de contas da Câmara.

Em maio, as despesas com o uso do veículo oficial da Câmara totalizaram R$ 1,4 mil, incluindo os deslocamentos dos vereadores à reunião no DNIT e também para o transporte dos servidores para participação no curso, na Capital.

Além disso, os cursos tiveram o custo de R$ 590 por inscrição, totalizando R$ 1,1 mil. Somadas as três despesas – diárias, deslocamento e inscrição -, os gastos totalizaram R$ 6,3 mil no mês de maio.

Maiores e menores gastos

No total das despesas, que incluem também os custos com telefone celular e telefone fixo, materiais em geral, impressões e cópias, os gabinetes que registraram o maior volume de despesas foram de Rincos, com R$ 2.783,33, e Klinkoski, com R$ 2.751,71.

Já os gabinetes com as menores despesas foram os de Eugênio Juraszek (PP), com R$ 43,86 – sendo R$ 11,32 com telefone fixo e R$ 32,54 com impressões e cópias, e Ronaldo de Souza (PSD), com R$ 54,11, sendo R$ 7,21 de telefone fixo e R$ 46,90 de impressões e cópias.

O gabinete da presidência, que também entra no balanço da Câmara, gastou apenas onze centavos, com impressões e cópias.

O presidente Anderson Kassner comenta que não nomeou assessor para a presidência e o gabinete “não tem nada, não tem secretária”, e quase não é utilizado, já que o parlamentar concentra as atividades no gabinete de vereador.

“Não existe despesa, nem com energia elétrica”, observa Kassner, que também mantém atividade mais intensa na comunidade, fora do ambiente da Câmara, relata.

Já Eugênio Juraszek afirma que faz reaproveitamento de papel e busca economizar nas despesas, como telefonia, além de cobrar economia também dos assessores. O parlamentar diz que “com certeza” é possível “trabalhar bastante”, mesmo realizando poucos gastos.

Números de 2018

Quanto aos gastos dos vereadores na atual legislatura, o presidente da Câmara salienta que são bastante inferiores aos de parlamentares de legislaturas passadas.

“Se comparar as despesas com as legislaturas anteriores, os vereadores desta gestão estão de parabéns”, declara Kassner.

De janeiro a maio deste ano, as despesas somaram R$ 18,9 mil, enquanto que no passado no mesmo período o valor foi pouco mais de R$ 11 mil.

Em relação ao primeiro ano da legislatura anterior, o gasto de janeiro a maio de 2013 foi de R$ 33,8 mil, enquanto que no ano seguinte, 2014 - também segundo ano de legislatura como 2018 -, as despesas foram de R$ 37,2 mil.

De janeiro a maio de 2013 e 2014, as despesas somente com diárias foram de R$ 7,3 mil e R$ 7,8 mil, respectivamente.

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