Simpático ao estilo de Jair Bolsonaro (PSL), o prefeito de Jaraguá do Sul, Antídio Lunelli, diz que, se vencesse a eleição de outubro, em janeiro fecharia o Congresso Nacional e governaria com os militares.

“Por cinco anos. Mandaria essa turma (deputados e senadores) para casa. Só poderiam voltar quando fechassem questão e o Brasil tivesse só três partidos. Rasgaria a Constituição e mudaria tudo. Paredão para crimes hediondos como estupro, latrocínio e tráfico. Mandaria para cadeia quem desviasse dinheiro e em 60 dias leiloaria todos os bens deles, da iniciativa pública e do setor privado, porque pau que bate em Chico também bate em Francisco. É fácil mudar o Brasil”, defende ele que não vê solução dentro do modelo atual de política.

Lunelli também elogia a lógica do SUS e afirma que faria a mesma coisa com a educação, além de defender um único regime trabalhista, sem diferença para funcionários da iniciativa pública e privada.

Lunelli: dá para eleger três, Carlinhos, Dieter e Vicente

Para Lunelli, Jaraguá do Sul e região devem ter como meta eleger pelo menos dois deputados estaduais na eleição de outubro, ele cita Dieter Janssen (PP) e Vicente Caropreso (PSDB). Seu apoio pessoal será ao pepista. “É para quem vou pedir voto”. Além disso, levar Carlos Chiodini (PMDB) para Câmara Federal é importante, na visão de Lunelli, para que o Vale do Itapocu volte a ter vez e voz em Brasília.

“Se precisar, o Mauro Mariani vai pro estouro”

Atento aos bastidores para escolha do candidato do PMDB nas eleições de outubro, Lunelli não esconde sua preferência pelo deputado federal e presidente estadual do partido, Mauro Mariani. Lunelli diz que Mariani é o único capaz de acabar com a maquiagem e fazer as reformas que Santa Catarina precisa.

“Se precisar, o Mauro Mariani vai pro estouro”, acrescenta, sobre a possibilidade de prévia na sigla para definição das candidaturas. Sobre alianças, o prefeito de Jaraguá do Sul fala nas negociações com o PSDB, porém, diz que, sem os tucanos, mas com DEM e PR, a chapa já se sustentaria.