Pré-candidato ao Senado na aliança que dá sustentação ao projeto de João Rodrigues (PSD), o deputado estadual e ex-prefeito de Jaraguá do Sul, Antídio Lunelli (MDB) elogiou o seu colega de chapa e ao mesmo tempo alfinetou Carlos Bolsonaro, postulante ao mesmo cargo pelo PL. “Senador Esperidião Amin não precisa de GPS para andar em Santa Catarina. Ele sabe cada pedra onde está”, afirmou.
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Lunelli, que se diz bolsonarista, é um crítico do ex-vereador do Rio de Janeiro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, por não ter trajetória política no Estado onde pretende concorrer a uma vaga na Corte Alta
Para Lunelli, a longevidade de Amin dá ao senador um peso próprio na disputa. “Tem um conhecimento profundo. São 51 anos de história, de contribuição, sempre com o mesmo posicionamento”, disse, ao reconhecer a experiência do adversário mais antigo do páreo.
Durante a conversa, o empresário rebateu a ideia de que a direita catarinense se resumiria a uma única legenda. “Parece que hoje quem não é do 22 não é de direita, gente. Às vezes eu sinto que parece que nós somos leprosos”, afirmou. Para ele, o campo é mais amplo. “Temos o PSD, que tem gente de direita a dar com pau. Temos aqui o nosso candidato João Rodrigues, que sempre manteve o seu posicionamento”, destacou.
Filiado ao MDB, Lunelli explicou que se enxerga à direita mesmo dentro de um partido historicamente de centro. “O MDB se coloca hoje como um partido de centro, centro-direita até em alguns casos. E eu sempre fui mais do lado da direita”, declarou, ao defender uma agenda voltada ao setor produtivo. “Eu sou uma pessoa que defende o nosso empresário, quem gera emprego e renda, um defensor dos agricultores, do nosso agronegócio.”