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Lula não comparece aos atos de 1º de Maio após derrotas no Congresso

Foto: Letycia Bond/Agência Brasil

Por: OCPNews Brasilia

01/05/2026 - 14:05

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não participará dos atos do Dia do Trabalhador nesta sexta-feira (1º), em meio a uma semana marcada por derrotas significativas para o governo e para a esquerda no Congresso Nacional. Assim como já havia feito em 2025, o petista optou por não comparecer aos eventos, limitando-se a um pronunciamento em rede nacional na quinta-feira (30).

Sem a presença de Lula, os atos perderam força e ficaram fragmentados, concentrados principalmente em São Paulo e na região do ABC paulista. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), participa de evento no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, enquanto o ex-ministro Fernando Haddad (PT) divide agenda entre compromissos no ABC e um ato da Força Sindical na capital.

O esvaziamento ocorre após uma sequência de reveses políticos. O Senado rejeitou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF), rompendo uma tradição de mais de 130 anos. A articulação pela derrota foi liderada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).

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Na sequência, a oposição conseguiu avançar com o restabelecimento do projeto de lei da dosimetria, que pode reduzir penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Outro episódio que evidenciou a perda de espaço foi a impossibilidade de realização de um ato na Avenida Paulista pela CSP-Conlutas, já que o local havia sido previamente reservado por um movimento adversário desde 2024.

A ausência de Lula também gerou críticas dentro da base aliada. O deputado André Janones (Avante-MG) afirmou que o presidente perdeu a oportunidade de mobilizar a população em torno do debate sobre o fim da escala 6×1, pauta defendida pelo governo.

Em 2024, Lula já havia demonstrado insatisfação com a baixa mobilização em um ato realizado na Neo Química Arena, que reuniu pouco mais de 1.600 pessoas. Na ocasião, o próprio presidente classificou o evento como “mal convocado”.

Neste ano, o governo tenta emplacar o fim da escala 6×1 como uma de suas principais bandeiras antes das eleições, mas enfrenta resistência do setor produtivo, que aponta possíveis impactos negativos no Produto Interno Bruto (PIB).

Sem o presidente nas ruas e sob pressão política, o 1º de Maio ocorre em um cenário de fragilidade para o governo.

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