Ao final da primeira semana após o pleito de 2016, o prefeito eleito de Massaranduba, Dávio Leu (PSD), afirma estar confiante em relação ao julgamento de seu adversário, Armindo Sésar Tassi (PMDB) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Uma vitória em Brasília daria a Tassi o direito de governar o município pelos próximos quatro anos, pois, se forem considerados válidos, seus votos chegam a 6.506, contra 3.519 de Leu. “Eu tenho o registro das eleições aqui, Dávio Leu, situação eleito, com 100% dos votos válidos. Disputamos em condição totalmente legais contra alguém que teve a candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral da cidade e pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), e já havia sido avisado que a porcentagem que ele obtivesse poderia ser nula, quem não se conscientizou foi a população, que acabou sendo covertida por meios ilegais. Dessa maneira, se a decisão do TSE mudar a situação, vamos buscar o nosso direito”, revela o prefeito eleito. Para o seu mandato, Leu deve começar a discutir com os aliados a estruturação de governo a partir de novembro. Mas, o prefeito já adianta que a prioridade será a área de saúde, com a contratação de especialidades médicas, se necessário, para atender a demanda de consultas na rede municipal de saúde pública. ENTREVISTA O senhor acredita na possibilidade de uma nova eleição em Massaranduba? Se houver, você irá se candidatar novamente? Primeiramente, não acredito em nova eleição porque nenhum fato motiva isso. O pleito ocorreu regularmente, tirando casos de compra de votos que foram comprovados, portanto, não há o que anular. Em relação à quantidade de votos não representar os 50%, isso é uma questão de interpretação, já dos votos válidos eu obtive 100%. Os outros eram nulos em sua essência e os munícipes sabiam disso. No último domingo, a população foi às ruas comemorar a vitória de Tassi, mesmo com a candidatura indeferida. O senhor sente rejeição? Os números foram resultados de ostensiva compra de votos e principalmente porque o PMDB afirmava que o processo de julgamento não era verdade, que estavam dentro da lei para concorrer, com tudo isso é evidente que eles foram mais convincentes em dizer para as pessoas que estava tudo acontecendo normalmente. Quais serão as prioridades de seu governo? Saúde em primeiro lugar. Hoje esse setor atravessa pela pior crise devido um péssimo gerenciamento. Não temos mais médicos nem remédios suficientes. O atendimento é agendado daqui a 100 dias com a justificativa que está lotado, mas não, é por causa da falta de suprimentos necessários. Pretendo integrar os órgãos de saúde da região para que possamos achar uma saída que seja interessante a todos. Não podemos depender totalmente de Jaraguá, mas podemos atender a cidade em alguma área também. O campo da saúde é muito amplo e será prioridade para restabelecer a assistência que o povo merece e tem direito. Esperamos que a Prefeitura recupere sua credibilidade e retomaremos o diálogo com o Serviço Nacional de Aprendizado Industrial (Senai) e Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) para a implantação de cursos profissionalizantes. Como o senhor pretende estruturar seu plano de governo? As secretarias já estão definidas? Vamos tentar obter da Prefeitura o quadro de cargos e salários para saber quantos e quais existem na estrutura administrativa hoje. Até porque existe uma superlotação de funcionários, segundo dados da própria gerencia de Recursos Humanos, existem 635 servidores no quadro, é a maior empresa do município. Não vejo necessidade para tanto porque nada novo foi criado, e por isso faremos uma reclassificação deles. Quanto à maneira de compor o governo, iremos discutir isso com os coligados e vereadores eleitos. Estamos abertos a conversações, inclusive com outros partidos que queiram ajudar Massaranduba. Nos meus mandatos, sempre trabalhamos com um quadro muito enxuto, valorizando o servidor, mas exigindo a contrapartida de produtividade e prestação de serviço que ele tem que fazer. Também é preciso avaliar a receita do município, então existe um caminho muito espinhoso a percorrer até ajustar o plano e poder governar efetivamente. Não tenho medo de desafios, possuo 40 anos de serviço público na esfera municipal, estadual e federal. Conheço o caminho das pedras e vamos usar toda experiência adquirida para fazer que Massaranduba tenha outra vez um governo de paz e harmonia, que valoriza as pessoas. O senhor já tem conhecimento do orçamento para 2017? Ele já deve ter sido votado na Câmara e vamos rever isso para adequar o programa de trabalho naquilo que for possível, respeitando os percentuais mínimos das áreas que são carimbadas. Em novembro já vamos começar a conversar com os aliados, a fim de formar um plano de governo e iniciar os trabalhos em janeiro. Vamos ver o que aconteceu com inúmeras obras que foram licitadas no período de eleição e paralisadas nos dias seguintes, verificar qual é a legalidade desses projetos.