Após 13 anos de pesquisas para encontrar um defensivo agrícola que combata o maruim, foi inaugurado na manhã desta quinta-feira (12) o Laboratório de Inovação ligado ao Consórcio Intermunicipal de Gestão Pública do Vale do Itapocu (Cigamvali).

O local, que foi instalado na antiga cozinha da Secretária de Agricultura de Jaraguá do Sul, será o coração da produção e testes que os pesquisadores utilizarão para diminuir a proliferação do mosquito.

Fenísio Pires diretor executivo do Cigamvali – que coordena o programa, destaca que com a inauguração, a pesquisa segue para um novo passo.

"Agora a gente vai para a fase de produção, capacitação e distribuição do Controlador Bioativo do Maruim (CBO) que vai combater o maruim ", destaca Fenísio.

De acordo com diretor, já foi aberta uma área teste em cada município que faz parte do Programa Maruim integrado por Jaraguá do Sul, Guaramirim, Massaranduba, Schroeder, Corupá, Barra Velha, São João do Itaperiú e Luís Alves. Para este ano, os municípios contribuíram com um aporte de R$ 454 mil, que ajudou na criação do laboratório.

As áreas de testes são pontos com grande acúmulo de material orgânico em processo de apodrecimento, como em propriedades de produção agrícola. Nestes locais, o maruim deposita seus ovos.

A formulação desenvolvida pela equipe de cientistas do laboratório vai alterar a acidez desse material, para que os mosquitos não se reproduzam ali.

Andamento das pesquisas

Dentre os pesquisadores que estarão trabalhando no laboratório, estão o paulista Lineu Del Ciampo e o joinvilense Gilmar Erzinger. A engenheira química Debora Feder também está auxiliando nas pesquisas.

Gilmar destaca que a próxima etapa da pesquisa consiste em detectar ambientes propícios à proliferação do mosquito e capacitar os agricultores a utilizarem o defensivo, além de fazer os testes em laboratório.

"Do lado do espaço criado, também foi montado dois tanques, com capacidade de cinco mil litros cada um, onde será produzido o controlador", destaca.

Como os pesquisadores não tem como cobrir todos os municípios que participam do programa, Lineu afirma que os agentes das prefeituras serão treinados para fazer esse trabalho também. Nesta fase, o defensivo será distribuído apenas para as áreas rurais.

"O controle do mosquito será feito apenas nesses locais de reprodução de inseto, porque o mosquito que surge na casa das pessoas não nasce nela", explica.

Futuro do defensivo

Como o defensivo agrícola e o laboratório faz parte de pesquisas da Amvali, o diretor do Cigamvali Fenísio Pires destaca que a associação já estuda a venda do (CBO) para outros municípios e consórcios, já que o problema com o maruim não é apenas de Jaraguá do Sul.

Fenísio comenta ainda que o espaço inaugurado será utilizado para combater o maruim, mas a ideia é ampliar o campo de pesquisa no futuro.

"Queremos que esse laboratório se torne referência no país. No futuro, devemos utilizá-lo para combater outras pragas, como o caramujo africano, por exemplo", finaliza.

 

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