A Justiça Eleitoral não deu causa ao ex-prefeito de Florianópolis e atual candidato ao Governo de Santa Catarina, Gean Loureiro (União Brasil), em uma ação em que tentava censurar informações sobre escândalos enquanto comandava a Capital do Estado.

Um dos casos se deu quando Loureiro foi fotografado tendo relações sexuais, dentro da Prefeitura, com uma servidora. O juiz eleitoral Sebastião Ogê Muniz comparou o ex-prefeito ao ex-presidente dos EUA Bill Clinton.

Clinton respondeu a um processo de impeachment por manter relações sexuais com uma estagiária, Monica Lewinski, no interior da Casa Branca.

“Vale referir que, nos Estados Unidos da América, em que o direito à intimidade é igualmente assegurado, o ex-presidente Bill Clinton respondeu a um processo de impeachment em razão de um relacionamento afetivo que manteve com uma estagiária da Casa Branca, nas dependências desta última. Se o direito de cada um dos personagens envolvidos à preservação de sua intimidade prevalecesse sobre a relevância política do ocorrido, o processo de impeachment não poderia ter sido aberto”, anotou o juiz.

Além do escândalo sexual, o comercial que Gean Loureiro tentou censurar mostrava sua prisão pela Polícia Federal e uma viagem que fez a Cancún, enquanto era prefeito, no auge da pandemia.

O juiz eleitoral manteve a decisão anterior, que havia negado a censura e liberado a publicação das informações, uma vez que são verdadeiras. Ao analisar mais um recurso de Loureiro, o magistrado sugeriu que o candidato use o próprio espaço nos horários eleitorais gratuitos para contrapor as informações