O processo eleitoral de 2018 se encerrou no domingo em um cenário de intensa polarização, com eleição de Jair Messias Bolsonaro (PSL), com 55,13% dos votos válidos. O presidente eleito conquistou  57.797.211 sufrágios - o segundo maior total de votos da história do país, atrás apenas da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2006, com 58 milhões de votos.

Em Santa Catarina - segundo estado com maior percentual de eleitores do candidato, com 75,92% dos votos válidos, atrás apenas do Acre, onde Bolsonaro obteve 77,22% dos votos válidos - o Partido Social Liberal conquistou também o governo do Estado, com 71,09% do total de sufrágios para o candidato do partido, Comandante Moisés.

Gelson Merisio (PSD), seu oponente, obteve menos votos do que o total de abstenções, votos brancos e votos nulos, com 20.261 votos contra 20.764 eleitores fora do pleito.A disputa eleitoral de 2018 rompeu paradigmas há muito firmados na política brasileira: foi a primeira disputa eleitoral para a presidência em que o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) não ficou entre as lideranças desde 1994.

Comandante Moisés venceu em Jaraguá do Sul com 77,16% dos votos válidos. | Foto Francine Ferreira/Agência Brasil

A sigla passou de presença consistente no segundo turno desde o primeiro mandato de Luís Inácio Lula da Silva, em 2002, após dois mandatos consecutivos de Fernando Henrique Cardoso, eleito no primeiro turno em 1994 e reeleito no primeiro turno em 1998, para registrar menos de 5% dos votos no primeiro turno destas eleições.

Marcou  também o fim de um ciclo de quatro eleições consecutivas para o Partido dos Trabalhadores (PT), e a primeira vez em que o MDB  ficou fora do governo do Estado e do governo federal desde 2002.

O processo também foi reconhecido por recordes de abstenção e de rejeição do pleito: 31.370.372 eleitores, mais de um quinto do eleitorado (21,3%) não foram votar, enquanto 8.608.032 eleitores anularam seu voto e 2.486.583 votaram em branco, nos maiores índices de rejeição e ausência do processo eleitoral na história do país.

Como foi a votação

Relembre as últimas eleições

Quebra no histórico de coligações

O processo eleitoral de 2018 marca a primeira vez em que um candidato não coligado é eleito ao governo do Estado, e a primeira vez desde 2002 que o PMDB - atual MDB - fica fora do governo do Estado.

No governo Luiz Henrique (2002), a coligação eleita - Por Toda Santa Catarina - era composta pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).

Em 2006, também com Luiz Henrique como governador, desta vez pela coligação Todos por Santa Catarina, entravam na coligação os partidos: Partido dos Aposentados da Nação (PAN), Partido da Frente Liberal (PFL), Partido Humanista da Solidariedade (PHS), Partido Popular Socialista (PPS), Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) e Partido Trabalhista do Brasil (PTdoB)

Em 2010, integravam a coligação "As Pessoas em Primeiro Lugar", do candidato eleito Raimundo Colombo, os partidos Democratas (DEM), o PMDB, o PSDB, o PPS, o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), o Partido Social Cristão (PSC), o Partido Social Liberal (PSL), o Partido Trabalhista Cristão (PTC), o Partido Republicano Progressista (PRP) e o Partido da República (PR).

Colombo foi reeleito em 2014, no primeiro turno, pela coligação "Santa Catarina em Primeiro Lugar", composta pelo Partido Social Democrático (PSD), o DEM, o PMDB, o Partido Republicano Brasileiro (PRB), o Partido da Social Democracia Cristã (PSDC), o Partido Republicano da Ordem Social (PROS), o Partido Verde (PV), o Partido Democrático Trabalhista (PDT), o PTB e Partido Comunista do Brasil (PCdoB).

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