Com a contestação do vereador Ademar Winter (PSDB) a um dado fornecido ao jornal O Correio do Povo pelo secretário da Fazenda, Marcio Erdmann, de que desde a distribuição dos carnês até agora cerca de 90 contribuintes pediram a revisão do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), os parlamentares voltaram a debater o tema na sessão de quinta-feira (1°). Segundo o tucano, o número de solicitações de recálculo seria bem maior: “são 90 por dia”, disse ele, na tribuna. Um dos instrumentos que pode ser utilizado por Winter para que não restem dúvidas sobre o tamanho das dúvidas dos contribuintes em torno da revisão da planta genérica de valores é o pedido de informação, o qual os parlamentares têm direito – e dever – constitucional de fazer. Outros vereadores também demonstraram preocupação com o tema. Marcelindo Gruner (PTB) ressaltou que os munícipes que não concordam com o valor venal apontado a seus imóveis devem fazer o pedido de revisão. O prazo encerra no dia 12 de março. Agricultores e proprietários de imóveis em alas alagáveis seriam os mais sujeitos a mudanças indevidas no valor. Jackson Ávila (PMDB) também se pronunciou. Disse que reajustes aconteceram em todos os governos – o que é diferente de atualizar a planta de valores – mas afirmou acreditar que o recurso obtido com o imposto será revertido em melhorias na cidade: “cumprindo o plano de governo” da coligação que elegeu Antídio Lunelli (PMDB).