Representantes do Instituto Geral de Perícias (IGP), do Departamento de Administração Prisional (Deap) e da Polícia Civil, estiveram presentes na Sessão da Câmara de Vereadores dessa segunda-feira (19).

O encontro ocorreu no horário político, cedido por alguns vereadores, e serviu para que os integrantes dos órgãos pedissem apoio dos parlamentares contra o texto da Reforma da Previdência que o Governo de Santa Catarina encaminhou para a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).

“Se a reforma passar, com o texto que tem hoje, vai prejudicar, de forma significativa, as forças de segurança civil do estado. A segurança pública de Santa Catarina é uma engrenagem, onde todas as forças, Polícia Militar, Penal, Civil, IGP, trabalham interligadas, caso enfraqueça alguma dessas forças, a segurança pública vai enfraquecer e, consequentemente, quem paga é a população. Imagina um policial penal com 65 anos em uma diligência, tendo que combater um crime que se renova a cada dia. A expectativa de vida da classe é de 55 anos, com 65 ele não vai se aposentar, ele só vai trabalhar até morrer”, declarou o policial penal, Júnior Rodrigo Fagundes.

O delegado de Polícia Civil, André Milanese, também falou sobre a reforma com os vereadores.

“Tenho muita satisfação em dizer, esse ano, em uma cidade de 200 mil habitantes, tivemos apenas dois homicídios. Isso é um índice em nível de primeiro mundo, é fruto do trabalho conjunto entre os órgãos. Não queremos tirar direito de ninguém, aqui no estado, sempre houve uma política de igualdade, de isonomia. A Polícia Militar tem direitos garantidos que são justos, aposentadoria especial, pensão por morte integral. Quem vai dar a cara para cumprir mandado de busca e apreensão e prisão, sabendo o risco que corre e se algo acontecer a família vai ficar desassistida? Queremos que nossos direitos sejam mantidos, direitos que conquistamos a tanto custo, não é um favor e não cabe ao governador e ao Estado nos retirar esses direitos”, comentou o delegado.

O encontro também contou com a presença e fala de Leonardo Moroso, auxiliar criminalístico no IGP e Rafael Sartor, policial civil.