Investimentos para geração de energia renovável e fortalecimento da indústria da inovação são os pontos altos do trabalho desenvolvido durante o último ano, aponta o secretário do Desenvolvimento Econômico Sustentável de Santa Catarina, Carlos Chiodini. Com uma agenda que inclui iniciativas para desenvolver o Estado, o deputado estadual eleito afirma que a atuação no Executivo abriu portas para articular ações para a região do Vale do Itapocu. Na agenda como secretário, ele aponta a segunda etapa do programa SC+Energia, que deverá focar na produção de energia eólica e solar. A abertura de uma linha de crédito para a produção de painéis solares é uma das ações em vista. A finalização dos 13 Centros de Inovação, um deles em Jaraguá do Sul, é outro ponto elencado para efetivar o que o secretário chama de “interiorização” da inovação. Presidente do PMDB no município e prestes a assumir o comando da filial estadual da Fundação Ulysses Guimarães – instituição peemedebista para desenvolvimento de projetos político –, Chiodini afirma que o partido lançará candidatos a prefeito nos outros quatro municípios da microrregião e avalia a manutenção da coligação em Jaraguá do Sul. OCP - Qual é o saldo desse primeiro ano dentro do Governo do Estado? Carlos Chiodini - O que vale ressaltar é que essa função no Poder Executivo possibilita atender a muitas demandas. A comunidade me elegeu, mas demanda pouco trabalho no Legislativo e muitos pedidos para o Executivo. Na função de secretário de Estado, eu tenho essa proximidade para atender a esses pedidos. Um exemplo pontual foi a contratação do Plano da Bacia do Rio Itapocu, que era previsto como o último projeto e pela representação já está em andamento. Fora os outros inúmeros convênios feitos na região que somam praticamente R$ 10 milhões. A proximidade com Jaraguá do Sul facilita a abertura de linhas de créditos. Passado esse tempo, já tendo a experiência no poder Legislativo, vejo que é um momento da minha vida política estar nesse cargo e venho cumprindo meu papel com meus eleitores da mesma forma. Como está a atração de investimentos no meio de um cenário econômico conturbado? Nós profissionalizamos a atração de investimento, estruturamos com a Fiesc [Federação das Indústrias de Santa Catarina] uma agência de atração e estamos nos concentrando em investimentos de valor agregado. Automobilístico é um deles, logística, indústria de tecnologia, farmacêutico, químico, elétrico, vários setores para diversificação do polo industrial. É um ano difícil, na verdade são dois anos difíceis da nossa economia, mas temos superado com criatividade. =Nesta semana nós tivemos reunião com uma indústria de leite de R$ 250 milhões que tem planos de se instalar, com uma montadora de caminhões chinesa. Há uma alta procura do investidor estrangeiro. Qual é o planejamento para fortalecer o setor de inovação e tecnologia? Temos que focar no investimento para expansão. O segmento tem maior remuneração, sem poluentes e tudo isso acaba gerando uma perspectiva de futuro. Temos em Santa Catarina mais de R$ 3 mil empresas de tecnologia e que faturam mais de R$ 4 bilhões, um segmento em ascensão que cresceu 15% em um momento controverso em que o Brasil acabou decrescendo. Com nossos 13 Centros de Inovação [um deles em Jaraguá do Sul] e com notícia fresquinha de mais R$ 1 milhão assegurado para o Centro Up, a Prefeitura está entregando os últimos documentos para liberar o recurso, vamos consolidar o Distrito de Inovação no município. Vamos interiorizar o crescimento e a geração de mais empresas. Estamos nos assessorando com lugares do mundo que tiveram resultados nesse sentindo, como a Catalunha, na Espanha, e o próprio Vale do Silício [nos Estados Unidos]. Vamos trazendo o conhecimento, o que erraram e o que acertaram. Somos o primeiro Estado com uma cadeira de inovação interiorizada. Não apenas no grande centro, vamos levar para o interior de Santa Catarina iniciativas que tenham valor agregado. Como está o planejamento para continuar o programa SC+Energia? Em um ano foram R$ 1 bilhão de projeto de geração e energia viabilizado em Santa Catarina e tudo isso com a força de vontade do Governo do Estado em fortalecer o segmento e viabilizar investimentos. Entramos agora na segunda etapa, que são as tecnologias de energia renovável, com destaque para eólica e solar. Estamos estruturando uma linha de crédito para empresas e pessoas físicas que produzam esses painéis solares no Estado. Como será o seu envolvimento nas eleições em Jaraguá do Sul e região? Eu tenho que conciliar meu trabalho no Executivo e mandato de deputado com a atividade politica. Sou presidente do partido na cidade e devo assumir a Fundação Ulysses Guimarães, que coordena o desenvolvimento político em Santa Catarina. Esse é um ano em que a sociedade mais se envolve nas eleições, gera um sentimento especial, afinal, é no município que as coisas acontecem. Temos uma campanha de 45 dias, serão mais baratas por questão das limitações de propaganda e fim das doações privadas. Acredito que será uma campanha diferente e os candidatos serão cobaias de um novo modelo com eleições mais transparentes. Queremos ter candidato a prefeito em todos os municípios da região, em Jaraguá do Sul temos uma coligação com o PP e há possibilidade de manutenção.