Um eleitor brasileiro driblou a fiscalização e votou duas vezes nas eleições deste domingo (2) em Lisboa, levando à impugnação de uma urna eletrônica e à invalidação de 59 votos que haviam sido computados antes do episódio.

As informações são da Folha de São Paulo.

Embora a ação seja crime eleitoral, o homem não foi preso pela polícia portuguesa. A adida da Polícia Federal fez um boletim de ocorrência e o homem deve ser processado no Brasil.

O caso ocorreu na sala 3 da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, que reúne duas seções eleitorais.

Devido a um problema técnico, uma das seções estava votando com cédulas de papel. Após votar com a cédula impressa, o homem correu para a urna eletrônica da seção vizinha e votou uma segunda vez. O aparelho havia acabado de ser liberado para que um outro eleitor votasse.

A fraude foi identificada de imediato e a urna eletrônica com a votação indevida foi impugnada e todos os votos nela contidos acabaram invalidados.

Após cerca de uma hora, a votação recomeçou, agora com cédulas de papel.

Eleitores que tiveram os votos invalidados têm o direito de votar novamente.

Brasileiros presentes durante a confusão afirmam que o homem se identificou como eleitor do presidente Jair Bolsonaro (PL).