O filme "Como se tornar o pior aluno da escola", uma obra baseada num livro homônimo de Danilo Gentili, embora tenha sido lançado há cinco anos, agora se tornou o centro de uma polêmica envolvendo uma cena com Fábio Porchat e que tomou as redes sociais neste fim de semana.

O Ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, informou ter pedido a "vários setores" que tomem as "providências cabíveis" contra o filme "Como se tornar o pior aluno da escola" (2017) devido ao que ele descreveu como "detalhes asquerosos" na produção.

Em uma cena do filme o personagem de Porchat assediando sexualmente dois garotos.

A cena repercutiu e algumas personalidades já se manifestaram, acusando o filme de pedofilia.

Entre elas, estão o deputado estadual André Fernandes (Republicanos-CE), a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), o vereador de Niterói Douglas Gomes (PTC-RJ) e o secretário especial de Cultura do governo federal, Mário Farias, que compartilhou o vídeo da cena polêmica.

"O repugnante filme 'Como se Tornar o Pior Aluno da Escola' naturaliza a pedofilia a fim de normalizá-la. Já informei ao Ministério da Família ao qual oficiarei, assim como denunciarei ao MP e solicitarei informações ao CNMP acerca dos procedimentos em curso", disse Zambelli em post no Twitter.

"A explícita apologia ao abuso sexual infantil protagonizada pelo Fábio Porchat no filme em cartaz na Netflix é uma afronta às famílias e às nossas crianças. Utilizar a pedofilia como forma de “humor” é repugnante! Asqueroso!", disse Mário.

Danilo Gentili também se manifestou sobre o caso pelo microblog, dizendo que "o maior orgulho" que ele tem em sua carreira é ter conseguido "desagradar com a mesma intensidade tanto petista quanto bolsonarista".

Nas eleições de 2018, Gentili apoiou o então candidato do PSL, Jair Bolsonaro. Logo depois ele se arrependeu.

"Os chiliques, o falso moralismo e o patrulhamento: veio forte contra mim dos dois lados. Nenhum comediante desagradou tanto quanto eu. Sigo rindo :)", acrescentou.