Uma indicação apresentada na Câmara de Vereadores de Guaramirim na última semana levanta o debate sobre a situação da represa do município, no Rio Itapocu.

A indicação foi feita pelo vereador Ernesto Friedemann (PP). O parlamentar pede que a Prefeitura realize um levantamento técnico para verificar quais os impactos positivos e negativos que poderiam acontecer caso a barragem de irrigação fosse demolida.

Friedemann diz que vem estudando a situação da represa e acredita que ela possa estar contribuindo para as enchentes na cidade, principalmente na região central de Guaramirim, em bairros como Amizade e Avaí.

A relação entre a represa e as cheias é uma preocupação já observada pela Prefeitura. O secretário da Defesa Civil do município Ezequiel Souza, informa que na época do estudo sobre as áreas de risco de Guaramirim, em meados de 2014, técnicos da equipe, como arquitetos e engenheiros, colheram depoimentos e algumas informações de que a represa poderia sim estar influenciando nas enchentes.

Porém, somente um estudo técnico específico sobre a estrutura poderá confirmar se há essa relação. A Defesa Civil chegou a fazer o orçamento do estudo, que apontou um investimento de R$ 350 mil, valor que ultrapassava a capacidade financeira do município.

O prefeito de Guaramirim Luís Chiodini (PP), diz que a dificuldade para destinar recursos próprios para o estudo continua, mas vê algumas possibilidades, como contratar via Amvali (Associação dos Municípios do Vale do Itapocu) e também pela Defesa Civil do Estado.

Tema deve ser debatido com população

A barragem foi construída na década de 1970 para ajudar os produtores de arroz, levando água para os arrozais. No entanto, com o tempo a necessidade dessa estrutura para a agricultura estaria diminuindo, avalia o vereador Ernesto Friedemann.

Foto Eduardo Montecino/OCP News

Além de poucos produtores ainda dependerem da barragem, também já haveria outras formas alternativas para captar a água do rio, sem a necessidade da represa, diz o parlamentar, mas também não deixando os agricultores desassistidos.

Por outro lado, o prefeito Luís Chiodini (PP) observa que há também o valor turístico da barragem, como o restaurante que explora o nome da represa e a população aproveita o local para pescar ou tomar banho no rio. Por isso, Chiodini concorda com a necessidade de um estudo completo sobre a estrutura.

Tanto o vereador, quanto o prefeito e o secretário da Defesa Civil Ezequiel Souza avaliam que a situação da represa é um assunto delicado e que é preciso discuti-lo junto com a população.

O prefeito sugere a possibilidade de fazer uma audiência pública no segundo semestre, com participação da Câmara de Vereadores e também da Prefeitura.

 

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