O pré-candidato à presidência da República e senador Flávio Bolsonaro (PL) viajou aos EUA e se encontrou com o presidente Donald Trump na Casa Branca nesta terça-feira (26). O filho do ex-presidente busca apoio americano na disputa presidencial.
As informações são do Estadão Conteúdo.
O encontro ocorre enquanto o nome de Flávio cai nas pesquisas de intenção de voto contra Luis Inácio Lula da Silva (PT), após a divulgação pelo site The Intercept Brasil de conversas realizadas entre o filho do ex-presidente e o banqueiro preso Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Na conversa, Flávio pede ao banqueiro dinheiro para a produção do filme Dark Horse, sobre a vida de Jair Bolsonaro, filmado nos Estados Unidos. O orçamento previsto para a produção foi confirmado por Flávio em R$ 134 milhões, superando grandes filmes de Hollywood, incluindo vencedores recentes do Oscar.
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No último dia 6, Lula se encontrou com Trump na Casa Branca, para discutir estratégias e interesses entre os dois países. A reunião entre os presidentes também não havia sido confirmada pela agenda do governo americano até as últimas horas antes do encontro, assim como foi a conduta adotada com Flávio Bolsonaro.
Na reunião entre Lula e Trump, o principal interesse de Washington foram minerais estratégicos, com destaque para as terras raras, essenciais para setores como defesa, tecnologia e semicondutores. Na ocasião, O presidente dos EUA elogiou o brasileiro, após o encontro de três horas, em que o republicano definiu como “ótimo” e descreveu o petista como um homem “bom” e “inteligente”.
Para o Itamaraty, o encontro foi uma oportunidade de debater as tarifas comerciais impostas por Trump, regulação digital e abertura de setores estratégicos. A viagem ainda auxiliou na recolocação diplomática em cenário global de Lula, dialogando com Washington, sem se colocar como automaticamente alinhado aos objetivos norte-americanos.
Após a reunião, o brasileiro foi até a embaixada em Washington, onde falou a jornalistas que o encontro foi positivo. “As duas maiores democracias do continente podem servir de exemplo para um mundo”, afirmou o petista, que classificou o encontro como um “passo importante” na relação entre as duas nações. Esse foi o quarto encontro entre os presidentes em seus mandatos.