O senador Flávio Bolsonaro (PL), apontado como pré-candidato à Presidência da República, acusou nesta segunda-feira (13) o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de tentar interferir no processo eleitoral ao proibir suas visitas ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em transmissão ao vivo nas redes sociais, Flávio afirmou que a decisão ocorreu após a divulgação de uma carta em que Bolsonaro reafirma apoio à sua pré-candidatura. Segundo ele, este foi o quinto recado público do ex-presidente desde que passou a cumprir medidas cautelares, e os anteriores não foram contestados.
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O senador citou mensagens divulgadas entre dezembro de 2025 e março de 2026, incluindo uma em que Bolsonaro confirmou sua indicação como pré-candidato e outras de caráter pessoal e político, tornadas públicas por familiares e aliados.
Flávio negou que o pai tenha orientado a divulgação recente e questionou a diferença entre a publicação em redes sociais e a repercussão em veículos de comunicação. Ele também afirmou que a decisão limita uma das formas de comunicação de Bolsonaro com apoiadores.
Ainda segundo o parlamentar, Moraes estaria buscando justificativa para impor medidas mais severas contra o ex-presidente.
A decisão do ministro foi tomada após a divulgação da carta no fim de semana. Para Moraes, há indícios de descumprimento da medida cautelar que proíbe Bolsonaro de utilizar redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros.