disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidatos à Presidência da República, ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (21), com a troca de exigências sobre a divulgação de informações bancárias e telefônicas, na reta final da campanha para o segundo turno, marcado para domingo (25).
Flávio apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma petição em resposta ao desafio lançado por Lula. O senador afirmou aceitar a abertura de seus próprios sigilos, desde que o presidente também autorize a divulgação de dados de pessoas próximas a ele, especialmente de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula.
O parlamentar também cobrou informações sobre o Instituto Lula, os gastos com cartões corporativos da Presidência e dados relacionados à primeira-dama Janja da Silva. Entre os pontos levantados estão ainda registros de contatos com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
A iniciativa de Flávio ocorreu após Lula propor, durante debate presidencial na TV Bandeirantes, que ambos autorizassem a divulgação de seus dados. Na terça-feira (20), o presidente encaminhou ao TSE documentação autorizando a abertura de seus sigilos, condicionada à mesma medida por parte do adversário.
O tema será discutido no programa Última Análise, da Gazeta do Povo, ao lado de outros assuntos da reta final eleitoral. Entre eles estão as declarações do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, sobre os riscos de enfraquecimento da democracia e a possibilidade de os próprios tribunais ultrapassarem seus limites.
A atração também abordará a repercussão de imagens de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ao lado da lobista Roberta Luchsinger em um jatinho avaliado em mais de US$ 20 milhões. Os dois são suspeitos de envolvimento em um esquema de tráfico de influência e corrupção relacionado a contratos do governo federal para medicamentos à base de canabidiol.
Outro tema será a pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (21), que aponta Flávio Bolsonaro com 45% das intenções de voto e Lula com 44% no segundo turno. O levantamento foi registrado no TSE sob o número BR-08535/2026.
O programa ainda discutirá a possibilidade de bloqueio de canais políticos no WhatsApp às vésperas da votação. A medida poderia atingir grupos com mais de 200 mil seguidores, incluindo o “Exército do Lula” e a “Tropa do Flávio”.