A 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) condenou, nesta quarta-feira (23), o ex-prefeito de Barra Velha, Douglas Elias da Costa (PL), no processo relacionado à Operação Travessia. Os demais réus da ação também foram condenados. As penas individuais ainda não foram divulgadas.
O processo investiga suspeitas de fraudes em licitações, irregularidades em contratos e desvios de recursos públicos envolvendo a construção da ponte sobre o Rio Itajuba, em Barra Velha.
Além de Douglas, foram denunciados o ex-secretário de Planejamento Urbano Elvis Füchter, o ex-secretário de Administração e Finanças Mauro Silva, o engenheiro civil Osni Paulo Testoni, o ex-diretor de Patrimônio Osmar Firmo e três empresários ligados às empresas TEC, Técnica de Engenharia Catarinense, e J.A.S Construtora.
Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), os envolvidos teriam participado de uma organização criminosa que teria sido comandada pelo então prefeito. A denúncia reuniu 56 crimes, incluindo fraude em licitação, pagamentos irregulares, desvio de bens, lavagem de dinheiro, peculato e irregularidades na execução de contratos.
A primeira empresa contratada para a construção da ponte recebeu R$ 3,38 milhões após aditivos de valor e prazo, mas abandonou a obra em maio de 2023. Posteriormente, a prefeitura contratou outra empresa, sem licitação, para concluir o serviço. O custo total das contratações chegou a R$ 3,95 milhões.
A Operação Travessia foi deflagrada em janeiro de 2024 pelo GAECO e pelo GEAC, com o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão. Durante a investigação, também foi determinado o bloqueio de R$ 32,3 milhões em bens dos envolvidos.
Douglas permaneceu preso por nove meses e deixou a prisão em outubro de 2024, continuando afastado do cargo. As defesas dos réus negaram as acusações e pediram a absolvição.