A Justiça absolveu nesta quinta-feira (23) o ex-governador Raimundo Colombo (PSD) pela denúncia de omitir doações da empresa Odebrecht que teriam sido feitas duas campanhas ao governo de Santa Catarina.

Colombo era acusado de não declarar em sua prestação de contas uma doação de R$ 2,3 milhões da Odebrecht na eleição de 2010, quando concorreu pelo DEM, e depois R$ 7 milhões para sua reeleição, no ano de 2014, pelo PSD.

A juíza eleitoral Marani de Mello, de Florianópolis, alegou em sua decisão, que a denúncia se baseou apenas em depoimentos de delatores e por planilhas da Odebrecht.

"Os supostos pagamentos (...) são corroborados, apenas, pelas tabelas da contabilidade paralela do Grupo Odebrecht (fls. 115-126, volume I), não sendo confirmados por nenhuma das testemunhas de acusação — nunca viram o dinheiro, nunca entregaram dinheiro e nunca viram o acusado receber dinheiro de ninguém — e nem por qualquer outra fonte de prova", afirmou a juíza.

Segundo o sistema Drousys, da empreiteira, o ex-governador era identificado sob o apelido "ovo" e mantinha contato com Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos, um dos diretores do grupo Odebrecht, para captar recursos para sua campanha.

O advogado do ex-governador, Beto Vasconcelos, alegou que a denúncia não apontava o fato criminoso e que as acusações sobre a campanha de 2010 já haviam prescrito.

Colombo comemorou decisão que o absolveu de crime eleitoral no caso da delação da Odebrecht. “Esse foi um resultado que sempre esperei, porque tinha confiança absoluta na Justiça e era uma decisão aguardada”, afirmou ao lembrar que a Procuradoria Geral da República já havia arquivado, em março de 2018, o inquérito sobre prática de corrupção passiva referente à delação de executivos da empreiteira.

Colombo divulgou nota sobre a decisão

Em nota divulgada nesta quinta-feira, Colombo destacou que seu nome foi, injustamente, citado em delações de terceiros. "Injustamente, porque eram acusações que eu sabia serem falsas, afirmações sem fundamento, sem sentido."
Em outra parte da nota, Colombo comenta: "A Justiça Eleitoral reconheceu a minha inocência e decidiu pela absoluta improcedência da denúncia, pelo arquivamento do processo, colocando um fim nesse período de provação, que foram, sem dúvida, os piores meses da minha vida. Uma agonia que, no dia de hoje, termina."

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