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Ex-deputado do RJ volta a ser alvo da PF junto de pastor e filho de Sérgio Cabral

Foto: Thiago Lontra/Alerj

Por: OCPNews Brasilia

02/07/2026 - 12:07

O ex-deputado estadual do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar (União-RJ), voltou a ser alvo da Polícia Federal nesta quinta-feira (2) na quinta fase da Operação Unha e Carne, que investiga a ligação de agentes públicos com o crime organizado. O parlamentar, que presidia a Assembleia Legislativa fluminense, já está preso desde março por suposto vazamento de informações sigilosas de operações policiais para o Comando Vermelho (CV).

O pastor Marcio Poncio foi preso durante a operação, além do cumprimento de mandados de busca e apreensão contra o ex-deputado Marco Antônio Cabral (Solidariedade-RJ), filho do ex-governador Sérgio Cabral, e do contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como “Adilsinho”, que também já estava preso.

A reportagem tenta contato com as defesas dos alvos. Os advogados de Cabral negaram as acusações e afirmaram que o ex-parlamentar “permanece à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários” (veja na íntegra mais abaixo).

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Já a defesa de Adilsinho rechaçou o que vê como uma “alegação de pagamento de vantagens indevidas a políticos ou agentes públicos” e diz confiar no devido processo legal (veja na íntegra mais abaixo).

O advogado do pastor Marcio Poncio, Leandro Mendonça, afirmou que ainda não teve acesso aos autos do processo e, por isso, não poderia se pronunciar sobre a prisão.

Ao todo, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o cumprimento de três mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão. As ações ocorreram em endereços ligados aos investigados nas cidades do Rio de Janeiro e de São João de Meriti, além do sequestro de cerca de R$ 22 milhões em bens e valores.

Segundo a Polícia Federal, esta etapa da operação apura um suposto esquema de pagamentos do jogo do bicho e da chamada “Máfia do Cigarro” a agentes públicos. A corporação informou que a nova fase teve origem na análise de documentos apreendidos durante as investigações.

“A atual fase da investigação foi deflagrada a partir da análise de documentos apreendidos que revelaram uma contabilidade paralela voltada à lavagem de capitais, além de registros de supostos pagamentos indevidos e de doações eleitorais irregulares”, afirmou em um comunicado.

Rodrigo Bacellar e Adilsinho já estavam presos quando os novos mandados foram expedidos pela Corte. Além da nova ordem de prisão, Moraes determinou a transferência do ex-deputado do Complexo Penitenciário de Bangu, em Gericinó, para um presídio federal.

De acordo com a Polícia Federal, a operação integra as medidas determinadas pelo STF no julgamento da ADPF 635, conhecida como “ADPF das Favelas”. A decisão estabeleceu, entre outras providências, que a corporação conduzisse investigações sobre a atuação de grupos criminosos violentos no estado do Rio de Janeiro e suas ligações com agentes públicos.

A quinta fase sucede novas etapas da Operação Unha e Carne realizadas ao longo deste ano. Na quarta fase, deflagrada em maio, a Polícia Federal prendeu o deputado estadual Thiago Rangel (Avante-RJ), investigado por suposta participação em um esquema de fraudes na contratação de materiais, serviços e obras de reforma ligados à Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro.

Na ocasião, a corporação informou ter encontrado mensagens com referências a atos violentos no celular do parlamentar. As investigações também reuniram conversas interceptadas, mediante autorização judicial, entre Thiago Rangel e outros investigados apontados como integrantes do suposto esquema de desvios.

O que dizem os citados

Veja abaixo o que disse a defesa de Marco Antônio Cabral:

Marco Antônio Cabral recebeu, na manhã desta quinta-feira, um mandado de busca e apreensão, cujo cumprimento ocorreu de forma tranquila, com total colaboração às autoridades.

Ele nega, de forma categórica, qualquer participação em organização criminosa, lavagem de dinheiro ou o recebimento de valores de origem ilícita.

Marco Antônio reafirma seu respeito às instituições e permanece à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários.

Veja abaixo o posicionamento da defesa do empresário Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como “Adilsinho”:

A defesa do empresário Adilson Oliveira Coutinho Filho rechaça a alegação de pagamento de vantagens indevidas a políticos ou agentes públicos. A defesa confia no Poder Judiciário e no devido processo legal.

* Com informações da Gazeta do Povo.

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