O ex-prefeito de São Paulo e ex-candidato do PT à Presidência Fernando Haddad foi condenado pela Justiça Eleitoral a quatro anos e seis meses de prisão em regime semiaberto por crime de falsidade ideológica, o caixa dois, nas eleições municipais de 2012.

A decisão foi proferida pelo juiz Francisco Shintate, da Justiça eleitoral de São Paulo, que também determinou pagamento de multa.

O magistrado considerou que Haddad falsificou documentos com fins eleitorais. Segundo a decisão, teriam sido feitas “258 declarações falsas de gastos com materiais gráficos", para a campanha de Haddad à prefeitura.

Haddad foi absolvido das denúncias de formação de quadrilha, corrupção passiva, crime de improbidade, de lavagem de dinheiro e de falsificação de notas fiscais, por falta de provas. A defesa do ex-candidato já manifestou que irá recorrer da decisão.

"A condenação sustenta que a campanha do então prefeito teria indicado na sua prestação de contas gastos com material gráfico inexistente. Testemunhas e documentos que comprovam os gastos declarados foram apresentados", afirmam em nota os advogados de Haddad.

“Levei quatro anos da minha vida para provar que o Ricardo Pessoa [ex-presidente da UTC] havia mentido na delação dele. O juiz afastou essa acusação. E o que ele fez? Me condenou por algo de que não fui acusado.”, disse o ex-prefeito, Fernando Haddad, à imprensa nacional.

Caso

Em fevereiro de 2019, o Tribunal de Justiça de São Paulo arquivou a ação penal contra o ex-candidato Fernando Haddad por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e corrupção passiva.

A denúncia foi feita pelo Ministério Público em setembro de 2018, por suspeita de que o petista teria recebido ilegalmente R$ 2,6 milhões da construtora UTC Engenharia para pagamento de dívidas de campanha.

 

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