O jaraguaense Carlos Alberto Chiodini (MDB), 40 anos, é empresário com formação em Gestão Pública. Já foi deputado estadual por três mandatos, Secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado de Santa Catarina, Diretor do Porto de São Francisco do Sul e, no pleito deste ano, foi reeleito deputado federal com 80.089 votos. Leia a entrevista:

Que avaliação o senhor faz deste primeiro turno das eleições?

A avaliação do pleito, no meu caso, é positiva. A gente conseguiu se reeleger numa eleição mais difícil. Uma eleição onde mudaram as regras, não havia mais coligações proporcionais, tinha um número bem maior de candidatos e, mesmo com toda essa concorrência, a gente conseguiu se eleger, renovando um mandato com foco no resultado, em parceria com os municípios, entidades e a sociedade catarinense. Então, não teve nenhuma surpresa, mas a repetição de um fato, a verticalização das eleições, onde quem concorria no polo da Direita e também no polo da Esquerda acabou tendo uma vantagem na eleição proporcional. E nós, que trabalhamos focados no resultado, no trabalho e na representação regional ficamos um pouco prejudicados, mas isso não impediu a nossa eleição.

Quais são os seus planos para o novo mandato?

Os meus planos são continuar trabalhando por mais respeito com Santa Catarina, independente de Direita ou Esquerda, durante mais de cem anos somos o sexto estado brasileiro que mais manda recursos para Brasília e, quando o assunto é retorno, a gente fica em 24º. Isso pode ser percebido com o baixo ritmo das obras federais, falta de investimentos em várias áreas ou investimentos que ficam aquém do necessário. Então, nós vamos continuar cobrando isso, vamos continuar dando governabilidade, votando em coisas boas para o Brasil, mas também cobrando investimentos, porque não é só votando, não, é cobrando investimentos e mais respeito por Santa Catarina, como já falei anteriormente.

Quanto à região da Amvali, quais suas prioridades?

Nós temos várias pautas para a região da Amvali, mas quando se fala em governo federal, a principal e essencial é a conclusão das obras de duplicação da BR-280. A gente conseguiu dar um ritmo maior nos últimos anos, alocando mais orçamento, mais recursos para a execução da obra, mas ainda está aquém do desejado, então vamos focar muito nisso e também em investimentos para os municípios. E aí cada município tem a sua prioridade, seja infraestrutura, agricultura, saúde, educação. Nós precisamos sentar e organizar bem para planejar o futuro com essas prioridades municipais e também as prioridades que são de integração regional, que é o caso das rodovias, dos polos de saúde e tudo mais.

Foto: Divulgação

O senhor gostaria de comentar sobre o "racha" ocorrido no MDB antes das eleições?

O MDB de Santa Catarina viveu um dilema entre ter candidatura própria e acabar apoiando uma candidatura que não logrou êxito. Mas, agora, temos que esquecer o passado e focar no futuro, em resultados, como a gente fez nas eleições municipais, resultados positivos de um partido com mais de 50 anos de história.

Quais candidatos o senhor apoia para o governo de Santa Catarina e para a presidência da República para o segundo turno das eleições?

O Jorginho Mello nós já apoiamos para senador em 2018. Temos um relacionamento saudável com ele e, também, com a vitória dele nós vamos ter uma senadora no partido, que é a dona Ivete Silveira, e entre os dois candidatos (Jorginho Mello e Décio Lima), eu simpatizo com ele. Nada pessoal contra o Décio, mas acho que a candidatura do Jorginho representa mais o momento. Quanto à presidência da República, até em respeito aos meus eleitores e à sociedade catarinense, que votou massivamente no presidente Bolsonaro, espero a vitória dele, então meu voto para a presidência da República será no 22.