O futuro Governador de Santa Catarina, Carlos Moisés, participou nesta quarta-feira (12), da segunda reunião do Fórum de Governadores. O evento, que contou com a presença dos governadores eleitos, teve como palestrantes o futuro Ministro da Justiça, juiz Sérgio Moro; além dos ministros Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal; João Otávio de Noronha, do Superior Tribunal de Justiça; e Raul Jungmann, da Segurança Pública. A pauta do dia foi a Segurança Pública do Brasil.

O tema é o primeiro da agenda da maioria dos estados brasileiros, assolados pelo aumento dos índices criminais, sobretudo pela atuação das facções criminosas de dentro das unidades prisionais.

Durante o encontro, Carlos Moisés defendeu a revisão do fundo penitenciário nacional, para que os Estados possam ter mais eficiência na administração das unidades prisionais, favorecendo a ressocialização dos presos e dando mais autonomia aos gestores públicos para solução de problemas recorrentes, como superlotação e falta de estrutura.

Carlos Moisés defendeu a revisão do fundo penitenciário nacional | Foto Equipe de Transição/Divulgação

Outro ponto apontado como prioridade pelos governadores foi o reforço na segurança das fronteiras para impedir a entrada de produtos ilegais no País, especialmente drogas e armas, que fomentam crimes graves, como os homicídios. No Brasil, apesar do intenso trabalho que vem sendo realizado pelos estados, o número deste tipo de crime continua crescente, com mais de 60 mil mortes registradas ao ano.

Mesmo com as conquistas catarinenses dos últimos meses, com redução de índices criminais, o Estado precisa estar voltado e pronto para aderir às políticas públicas que serão propostas no próximo governo, tanto na esfera federal como estadual. Durante o encontro em Brasília, os governadores eleitos foram unânimes em defender estratégias de atuação que ultrapassem a esfera da segurança pública e englobem outras áreas como educação, saúde e assistência.

O encontro aconteceu na sede da Associação da Ordem dos Advogados do Brasil e teve acompanhamento integral do vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão.

 

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