A advogada Djessica Barbosa (Novo), 33 anos, é natural de Vilha Velha (ES) e reside em Jaraguá do Sul desde os 3 anos de idade. Nunca ocupou cargo público, mas a insatisfação com a conjuntura política do país a levou a se candidatar a uma vaga de deputada federal nas eleições deste ano. Acompanhe a entrevista:

Qual foi a sua motivação para se candidatar a deputada federal?

O que eu sempre digo quando me perguntam isso é que eu resolvi sair da indignação e ir para a ação. Os eventos de junho de 2013, naquele cenário de indignação que tomou conta do país, me motivaram a querer uma transformação verdadeira de nosso país. Participei ativamente dos movimentos naquele ano. Com o tempo, por questões profissionais e acadêmicas, acabei por me afastar um pouco do cenário político. Mas, após conhecer o Partido Novo, me identifiquei com os seus ideais e seus posicionamentos, pois traduzem o que penso a respeito de como a política deve ser. E, como todos estamos ainda insatisfeitos com a conjuntura política brasileira, saí da indignação e me coloquei em ação, para tentar uma mudança de verdade.

Se for eleita, quais serão as prioridades do seu mandato?

Nós teremos um mandato voltado para o cidadão contribuinte. O foco é ser servidor e não ser servido, como vemos que acontece com a grande maioria dos nossos representantes no Congresso Nacional. Nossos representantes não devem ter privilégios pelo simples fato de ocuparem um cargo de deputado, senador, etc. Essa é nossa primeira prioridade, a obrigação moral de renunciar a todos os privilégios, tais como auxílios, apartamentos funcionais e outros penduricalhos que gastam cerca de R$ 1 bilhão ao ano do dinheiro do contribuinte. Em minha caminhada pelo estado, vi que a infraestrutura é a principal demanda dos catarinenses. Vou lutar incansavelmente pela finalização da BR2280, corredor de escoamento de todo o setor produtivo de nossa região, uma obra de vital importância para o desenvolvimento de uma região que representa o 2º maior PIB de Santa Catarina. E como fazer isso? Fiscalizando, sabendo onde estão os recursos para poder destiná-los para a nossa região. Por isso, precisamos de força política, representantes comprometidos verdadeiramente com nossa população, sem projetos pessoais. Eu estou comprometida e vamos fazer acontecer.

Foto: Divulgação

O que considera que seja, hoje, o principal problema de SC e de que a forma você, como deputada federal, poderia contribuir para a sua solução?

O principal problema de Santa Catarina tem muito a ver com o final da minha resposta anterior. Nos falta representatividade. Todos os problemas que enfrentamos no estado, nas áreas de infraestrutura, saúde e educação, são causados pela má gestão, pela má distribuição do valor que arrecadamos em impostos. Santa Catarina arrecada, só em tributos federais, cerca de R$ 70 bilhões e temos um retorno ao Estado de cerca de R$ 10 bilhões. É essa conta que precisamos tentar buscar melhorar. Santa Catarina consegue ser “autônoma”, temos capacidade de arrecadação suficiente para gerirmos nossos custos. Por isso, serei uma deputada atuante nesta causa. Temos que ter um olhar especial a respeito desta conta, precisamos de representatividade política para lutar para que o dinheiro dos catarinenses fique em Santa Catarina. Esse é um compromisso que tenho com o estado.

Gostaria de deixar uma mensagem para os eleitores?

Há uma frase que soa como um mantra nesta minha jornada política: “Mais importante que o desejo de mudar é o comprometimento com a mudança!”. Eu estou comprometida com o povo catarinense, com a minha gente da região norte do estado, com meus amigos da cidade de Jaraguá do Sul. Quero ser a verdadeira mudança. Não quero ser uma onda que vem, “varre”, mas depois retorna para o mar da mesmice. Quero ser o farol, que está ali naquela praia, com muitas ondas, mas que se mantém rígido e inabalável, iluminando os caminhos para que todos possam chegar seguros ao seu destino. E termino pedindo a confiança e o voto dos eleitores, porque tenho certeza que podemos fazer diferente, podemos ser a mudança que precisamos. Como diria o poeta catarinense, Lindolf Bell, “menor que meu sonho não posso ser”.