Carlos Alberto Chiodini (MDB), 40 anos, é empresário com formação em Gestão Pública. Natural de Jaraguá do Sul, ele permanece residindo na cidade até hoje. Já foi deputado estadual por três mandatos, Secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado de Santa Catarina, Diretor do Porto de São Francisco do Sul e, no pleito deste ano, disputa a reeleição como deputado federal.

Em seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados, além de vice-presidente nacional do seu partido, o MDB, também foi o único representante de Santa Catarina à frente de uma Comissão - a de Viação e Transportes (CVT). Atualmente, Chiodini é o único catarinense membro titular da Comissão Mista de Orçamento (CMO), que discute e aprova os rumos do orçamento público da União. Confira a entrevista:

O que motivou o senhor a se candidatar à reeleição como deputado federal?

Desde que coloquei meu nome na urna pela primeira vez, tenho o objetivo de trabalhar para melhorar a vida das pessoas. E assim tem sido. Sou o deputado federal que mais trouxe recursos para Santa Catarina - são R$ 200 milhões em investimentos, com R$ 80 milhões destinados para a saúde dos catarinenses. Sou um apaixonado por Santa Catarina, direciono minha vida pública na construção de novas perspectivas em prol do desenvolvimento econômico, tecnológico e sustentável. Luto pelo fomento ao empreendedorismo e pelo incentivo às pesquisas e produção científica. Também apoio a desburocratização, para que a geração de emprego e renda seja um caminho próspero a todo cidadão brasileiro. Por isso, construímos dois Centros de Inovação no Estado - um em Itajaí e outro em Jaraguá do Sul, somando um investimento de R$ 15 milhões.

Quais serão as prioridades do seu mandato caso seja reeleito?

Orçamento para o Estado de Santa Catarina. Historicamente nosso Estado contribui muito com a União e acabam retornando poucos recursos em obras. Tenho brigado muito por isso, e sei que a luta não é fácil, mas não podemos fechar os olhos para este descaso com as nossas rodovias federais, por exemplo. Inclusive, destinei mais de R$ 50 milhões para obras de infraestrutura no Estado, e neste ano, como único catarinense membro titular da Comissão Mista de Orçamento (CMO), vou lutar ainda mais para que Santa Catarina receba a destinação de recursos que merece.

Foto: Divulgação

Qual é, na sua opinião, o principal problema do Estado atualmente?

Reforço a necessidade urgente de investimento em infraestrutura e aí não me refiro apenas a rodovias, mas também a portos e aeroportos. Os investimentos públicos e privados em transportes no país em todos os modais, inclusive mobilidade urbana, foram em média, nas duas últimas décadas, 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) e esses valores são claramente insuficientes. Isso torna o transporte muito caro, o que promove um efeito cascata para o consumidor final, que somos todos nós. Por isso, é preciso modernizar as infraestruturas, com incremento dos recursos destinados para a manutenção rodoviária e ampliação da malha, assim como a expansão de portos e aeroportos para facilitar a distribuição dos produtos da nossa indústria. A economia é um ciclo onde todos consomem. Por isso, para essa força motora girar é preciso aumentar a renda per capita das pessoas e isso se faz com formação profissional. Nosso estado tem trabalho, mas às vezes não há pessoas qualificadas para a vaga. É por isso que eu vou continuar trabalhando para gerar renda para as pessoas. Fui o responsável pela instalação de grandes empresas em Santa Catarina: Kelloggs no Oeste e West Rock Celulose no Norte. Isso contribui muito para o desenvolvimento do estado.

Tem algo que o senhor gostaria de dizer aos eleitores?

O Brasil é um país reconhecido pela sua ampla representatividade democrática. Por isso, antes de fazer a sua escolha, observe as propostas apresentadas, suspeite de falas milagrosas ou heroicas, porque isso não condiz com a realidade. Analise também a trajetória dos candidatos, verifique se as perspectivas estão de acordo com as suas e, sobretudo, se as propostas condizem com o que você espera para o seu estado e país, seja de forma mais direta, ou mais nas entrelinhas do discurso. Há 20 anos na vida pública, tenho orgulho de dizer que sou Ficha Limpa e não respondo a nenhum processo judicial. Sempre pautei meu trabalho na honestidade e no caráter que aprendi com meus pais, Ita e Beto. Tenho orgulho de todas as conquistas que trouxe para o nosso estado e sei que, agora com mais experiência em Brasília, posso fazer ainda mais.