A pandemia do coronavírus trouxe a necessidade de se manter o distanciamento social e a frequente limpeza das mãos para evitar a contaminação e disseminação do vírus.

Por isso, é normal que eleitores tenham receio de ir votar neste domingo (15), nas eleições municipais 2020, que vão eleger prefeitos e vereadores.

Mas, a Justiça Eleitoral adotou uma série de medidas e protocolos para garantir a segurança do eleitorado e também da equipe que vai trabalhar durante o dia, como os mesários.

O Plano de Segurança Sanitária do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi elaborado com a consultoria de especialistas dos hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês e por técnicos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Veja algumas das principais medidas de prevenção adotadas pela Justiça Eleitoral para proteção de eleitores e mesários:

Eleitores

Horário

Uma das medidas de prevenção foi ampliar o horário da votação, das 7h às 17h. Até às 10h o horário é preferencial para os eleitores maiores de 60 anos.

Máscaras

O uso obrigatório, sem ela o eleitor não poderá votar. Caso seja necessário, o mesário pode pedir que o eleitor se afaste e abaixe a máscara para conferir a foto na identidade.

Distanciamento

Será exigido mínimo de 1 metro. Comida: não será permitido comer ou beber nada na fila de espera. A medida é para evitar que as pessoas tirem a máscara.

Álcool em gel

Será distribuído em todas seções para que os eleitores limpem as mãos antes e depois da votação.

Caneta

O TSE recomenda que os eleitores levem sua própria caneta para assinar presença no caderno de votação.

Face shield

Mesários receberão máscaras e terão que trocá-las a cada quatro horas, usar álcool e uma proteção facial de acetato (face shield), que terá de ser usada o tempo todo.

Covid-19

Tanto mesários quanto eleitores que estiverem com sintomas da Covid-19 no dia do pleito não devem comparecer ao local de votação. Posteriormente, a ausência poderá ser justificada na Justiça Eleitoral.

Fonte: Justiça Eleiroral

Por que é importante não deixar de votar?

Menos pessoas votando, maior a chance de eleger candidatos e partidos com propostas de governo distantes da vontade da maioria da população. É o que aponta o professor e cientista político Jeison Heiler.

"Quando você tem um menor número de pessoas participando do processo eleitoral, os candidatos dependem de um menor número do eleitorado para aprovação das suas políticas, de suas propostas", ele explica.

Essa aprovação com poucos votos, diz o professor, pode dar aos eleitos uma sensação de que, mesmo apoiados por um número menor de eleitores, estão totalmente chancelados para adotar determinadas práticas que não necessariamente representam o conjunto da população.

Além disso, o voto é a principal forma de participação política nas democracias e é o resultado de muitas lutas, ele aponta.

 

 

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