A duplicação da BR-280 no trecho de 74 quilômetros que vai de São Francisco do Sul a Jaraguá do Sul está praticamente parada, mostra análise da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc).

De acordo com o estudo, o lote 2.1, que vai da interseção da BR-101 ao acesso de Guaramirim e Jaraguá do Sul (km 50,74), está com aproximadamente 40% das obras e serviços executados, revela o estudo. O prazo contratual também foi adiado para 2022.

Neste lote estão programadas sete obras de arte especiais: dois viadutos, duas pontes, duas passarelas e travessia de oleoduto.

O lote 2.2, que compreende o contorno rodoviário de Guaramirim e Jaraguá do Sul, está com aproximadamente 35% das obras globais executadas. Neste lote estão programadas 18 obras de arte especiais, sendo 16 viadutos e duas pontes.

A pior situação é no lote 1.1, que vai de São Francisco do Sul até a interseção da BR-101. Segundo o estudo, ainda não foram iniciados até o momento os serviços de terraplenagem, pavimentação e as construções das obras de arte especiais (18 viadutos), contratados em abril de 2018.

Concentrando o trecho que vai de São Francisco do Sul a Jaraguá do Sul, as obras foram divididas em três lotes, e foram contratadas em 2014 a um valor global de R$ 1 bilhão, a preços daquela época, incluídos os serviços de recuperação e restauração da pista existente e a construção de viadutos, passarelas e pontes.

Porém, neste valor não estão contempladas as desapropriações pendentes, que representam aproximadamente R$ 140 milhões, nem os contratos de gerenciamento e supervisão das obras, aponta a Fiesc.

Trecho urbano da BR-280 também está parado

A Fiesc também avaliou o andamento das obras no trecho da BR-280 que foi estadualizado em 2015, e que liga o acesso de Jaraguá do Sul e Guaramirim à rodovia BR-280.

Foto Eduardo Montecino/OCP News

Em relação a esse segmento, o estudo mostra que os projetos executivos de engenharia das obras de duplicação e melhoramentos foram contratados pela Associação dos Municípios do Vale do Itapocu (Amvali) e repassados ao governo do Estado e à Secretaria de Infraestrutura (Seinfra).

A execução de algumas obras foi contratada pela Secretaria, mas está paralisada ou aguardando ordem de serviço. A duplicação deste segmento da rodovia, considerada importante corredor viário para a região, tem previsão de investimentos de R$ 100 milhões.

Fonte: Fiesc

 

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