Segundo reportagem da revista Axios, o presidente americano Donald Trump teria repetidas vezes dado a sugestão de usar bombas nucleares no centro de um furacão para dissipar a tempestade.

A ideia seria de que a energia da explosão iria anular o furacão - uma ideia que, além de deveras perigosa (dado a dispersão de resíduos radioativos pela atmosfera) também seria não funcional, segundo especialistas.

Os assessores disseram que iriam "investigar a possibilidade", e Trump teria insistido mais de uma vez que uma bomba atômica evitaria que os furacões atingissem o território americano.

Via Twitter, o presidente americano negou a informação - mas relatos de dentro do partido republicano já mencionavam o presidente sugerindo isto anteriormente.

Uso na prática

Segundo o site Meiobit, um furacão em média tem 20x10¹³ Watts de energia. Um décimo disto é convertido em energia mecânica, gerando ventos. Esses 10% são equivalentes a uma ogiva termonuclear de 10 Megatons. A cada dez minutos.

Uma explosão no centro de um furacão geraria uma zona de alta pressão momentânea, mas imediatamente toda a coluna de ar voltaria a ocupar o espaço. A variação de temperatura também seria rapidamente absorvida pelo resto da tempestade.

"Para reduzir um furacão de Categoria 5 com um olho de 20Km de raio é preciso aumentar a pressão, o que significaria introduzir na atmosfera local 500 milhões de toneladas de ar. Nenhuma bomba chega perto disso.", diz o site.

Com mais autoridade sobre o assunto, a NASA frisa que um furacão médio tem um potencial energético equivalente a 10 mil bombas nucleares ao longo de seu ciclo de vida.

Nos anos 1960, o Departamento de Meteorologia dos EUA propôs em lançar bombas de Hidrogênio em furacões, enquanto ainda estivessem no oceano.

No começo da Guerra Fria, projetos para uso "não militar" das armas nucleares abundavam, indo do controle climático à terraplanagem. Houve até quem sugerisse usá-las para derreter as calotas polares.

 

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