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Derrotas nas urnas deixam Alcolumbre enfraquecido no Senado, avalia ala do STF

Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Por: Ewaldo Willerding Neto

06/10/2026 - 15:10

Uma ala de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) avalia que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), saiu politicamente enfraquecido das eleições deste ano e poderá encontrar dificuldades para permanecer no comando da Casa no próximo ano.

Embora não tenha disputado uma vaga nas eleições de 2026, Alcolumbre sofreu derrotas importantes em seu principal reduto político. No Amapá, Dr. Furlan (PSD) foi eleito governador ainda no primeiro turno, com 281 mil votos, mais de 62% do total. Ele derrotou Clécio Luís (União), candidato apoiado por Alcolumbre, que recebeu 165 mil votos.

O grupo político do senador também não conseguiu conquistar as duas cadeiras do Amapá no Senado. Rayssa Furlan (Podemos), esposa do governador eleito, ficou com uma das vagas, enquanto Lucas Barreto (PSD), adversário de Alcolumbre, conquistou a outra.

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A candidata apoiada diretamente pelo presidente do Senado, a deputada estadual Alliny Serrão (União), terminou a disputa em quinto lugar, com pouco mais de 85 mil votos, equivalente a 9,68%. Já Randolfe Rodrigues (PT), aliado de Alcolumbre e líder do governo no Congresso, ficou na terceira posição, com 163 mil votos, ou 18,55%.

Na avaliação de uma ala do STF, o resultado no Amapá demonstra uma mudança no equilíbrio das forças políticas do estado e reduz a influência de Alcolumbre. O cenário também seria agravado pelo crescimento da bancada ligada ao bolsonarismo no Senado.

Segundo essa avaliação, a nova composição da Casa pode diminuir as chances de Alcolumbre ser reconduzido à presidência do Senado no início de 2027. A ampliação da bancada bolsonarista tende a fortalecer a candidatura de Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência.

Além da disputa pelo comando do Senado no próximo ano, ministros também apontam um possível reflexo de longo prazo. Alcolumbre poderá enfrentar dificuldades para renovar seu próprio mandato de senador em 2030, diante da mudança observada no cenário político do Amapá.

 

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Ewaldo Willerding Neto

Jornalista formado pela UFSC com 30 anos de atuação.