O deputado federal catarinense Carlos Chiodini (MDB) gastou cerca de R$ 47 mil em recursos da Câmara Federal para a realização de um cirurgia de estômago (bariátrica) no começo deste ano, conforme aponta o Portal de Transparência da Casa e foi abordado pela rádio da Jovem Pan de Joinville.

A polêmica em torno da questão, é que os deputados federais que recebem mais de R$ 33 mil por mês, não têm direito a plano de saúde e, portanto ou pagam do bolso os tratamentos de saúde, pagam um plano de saúde ou recorrem ao atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Mas ao mesmo tempo, a Câmara não impede que um deputado gaste com tratamento de saúde, tendo casos em que já houve deputado que gastou cerca de R$ 100 mil com tratamento dentário.

Esse fato é tido como imoral pela população que não tem as mesmas regalias, exclusivas de políticos.

Em nota oficial, o deputado Chiodini confirmou que usou R$ 47 mil em reembolso concedido pela Câmara dos Deputados para custear uma cirurgia bariátrica realizada por ele no mês de fevereiro, durante o Carnaval. A justificativa destaca ainda que por causa dos problemas de saúde que está estaria tendo decorrentes da obesidade mórbida, foi uma recomendação médica, a cirurgia.

Consta ainda na nota:
“O parlamentar não cometeu nenhum ato ilegal, tem direito por lei ao reembolso de despesas médicas e odontológicas realizadas na rede privada, mas nesse caso, o benefício é só para ele e não abrange familiares. O sistema de reembolso está regulamentado pelo Ato da Mesa 89/2013. Assim como presidente, governadores, senadores também possuem e fazem uso deste direito”, informou a nota.

Em outra parte da nota também fala dos motivos: "Por estes motivos, a solução foi se submeter a uma cirurgia bariátrica, realizada durante o carnaval para não atrapalhar sua atividade parlamentar. Pela sua baixa idade e por não ter respondido a outros procedimentos realizados anteriormente, os médicos indicaram urgência na cirurgia."

A justificativa segue finalizando que: "O deputado federal, Carlos Chiodini, está atualmente entre os parlamentares que menos utilizam a Cota para o Exercício de Atividade Parlamentar (CEAP), possuí mais de 10 anos de vida pública sem nenhum processo em seu nome e somente este ano já conquistou quase R$ 10 milhões de emendas para o Vale do Itapocu

Este ano, os deputados federais catarinenses gastaram mais de R$ 11 milhões com a verba de gabinete que inclui desde aluguel de carros, pagamentos de combustível, contratação de assessores, publicidade, entre outros.

 

 

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