Por telefone, de Brasília, onde acompanha a crise política de perto, o deputado federal Mauro Mariani (PMDB), disse à titular da coluna Plenário, a jornalista Patricia Moraes, que as acusações contra o presidente Michel Temer (PMDB) são graves e que o importante agora é blindar a economia e encontrar uma saída rápida para situação. “A gente não pode deixar o Brasil ir para o fundo do poço. A economia voltou a respirar agora. Precisamos ter maturidade e cautela. É essencial a divulgação das gravações e um posicionamento do presidente (Michel Temer)”. Mariani defende ainda que se a tendência de ingovernabilidade se confirmar Temer renuncie e que o Congresso inicie o processo de eleição indireta – em que deputados e senadores escolhem o presidente, que pode ser ou não político. “Alguém que tenha condições morais e que unifique o país. Precisamos deixar essa divisão para trás”. Ainda na sexta-feira (12) passada, quando esteve em Jaraguá do Sul, em encontro com peemedebistas, Mariani mostrou-se reticente em relação a algumas medidas adotadas por Temer, em especial a Reforma da Previdência. Para ele, o governo Temer levou um dez a zero na comunicação e errou ao colocar no mesmo pacote funcionários da iniciativa privada, pública (das três esferas) e trabalhadores rurais. “O rombo da Previdência é enorme, a reforma é essencial. Mas não dá para misturar tudo. A Previdência do trabalhador da iniciativa privada está equilibrada, diferente da pública. O déficit é de R$ 80 bilhões tanto federal, quanto estadual. Em Santa Catarina, são R$ 250 milhões por mês de rombo. É preciso resolver isso, mas a reforma proposta pelo governo não tem voto para passar”, frisou. Leia mais: Presidente Michel Temer está pronto para renunciar, diz blogueiro Leia mais: Ministro Edson Fachin autoriza abertura de inquérito para investigar Michel Temer Leia mais: Cresce poder da ministra Cármen Lúcia: terceira na linha sucessória, ela tem a lista em suas mãos