Foram mais de 11 horas de um julgamento controverso, com direito a empate e o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu por seis votos a cinco negar o pedido de Habeas Corpus da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A defesa tentava adiar uma prisão do ex-presidente, condenado em primeira e segunda instância por crimes de corrupção passiva. Lula foi condenado pelo juiz federal Sérgio Moro a nove anos e seis meses de prisão e pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), que aumentou a pena para 12 anos e um mês na ação penal do triplex do Guarujá (SP), na Operação Lava Jato. O julgamento do habeas corpus no STF teve início no dia 22 de março, mas a sessão foi interrompida na Corte. Com isso, o ex-presidente ganhou um salvo-conduto para não ser preso até a decisão desta tarde. O julgamento começou no início da tarde desta quarta-feira (4) e foi encerrado próximo à 1 hora da madrugada desta quinta-feira (5). Depois de um empate, com os votos dos ministros Celso de Mello, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Marco Aurélio, Ricardo Lewandowski, foram favoráveis a Habeas Corpus e Alexandre Moraes, Edson Fachin, Luiz Fux, Luiz Roberto Barroso e Rosa Weber contrários, coube a presidente do STF, Cármen Lúcia o voto de minerva, negando o pedido ao ex-presidente. O Supremo também caçou a liminar que impedia a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com isso, ele poderá ser preso com o esgotamento dos recursos no Tribunal Regional Federal da 4ª Região.  
Sessão durou mais de 11 horas | Foto Agência Brasil
*Reportagem de Windson Prado