A Defesa Civil de Guaramirim passou a tarde de ontem (5) vistoriando as casas que foram interditadas após o deslizamento de terra no Km 34 da SC-108. Os técnicos da Secretaria de Estado da Defesa Civil devem estar nesta sexta-feira (6) na região para ajudar no trabalho de liberação de residências na Vila Freitas e no Morro do Schmidt.

O diretor da Defesa Civil guaramirense Ezequiel de Souza, ressalta que já foi realizada toda a parte de sondagem e topografia do solo onde houve o deslizamento em fevereiro deste ano. "O risco que era alto, diminuiu para um risco baixo", destaca. Por isso, ele explica que não tem a necessidade de algumas casas continuarem interditadas.

Ezequiel afirma que a parte da desinterdição cabe ao Município, enquanto que da parte dos técnicos do órgão estadual, caberá o respaldo técnico. Segundo o diretor, depois da vistoria técnica, um geólogo da Secretaria de Estada da Defesa Civil vai analisar e dar um parecer sobre o tema.

"Já temos uma ideia de quantas casas devem ser desinterditadas, serão quase todas, somente aquelas que estão mais perto do local da obra que devem continuar interditadas", comentou.

De acordo com Ezequiel, o número real de famílias que poderão retornar as suas casas deve ser conhecido ainda nesta sexta-feira (6) ou mais tardar no início da próxima semana.

"Essa medida é necessária para aliviar o sofrimento das pessoas. Sabemos que não é fácil estar longe de casa, por mais que a Prefeitura tem dado suporte", avalia.

Famílias aguardam resultado

Enquanto as Defesas Civis municipal e estadual analisam o futuro das residências da Vila Freitas e Morro do Schmidt, os moradores da localidade aguardam ansiosos pelo parecer. Por causa da renda, a família de Arlei Pereira Lopes, de 51 anos, foi uma das quatro que não conseguiu o aluguel social da Prefeitura.

Arlei foi acolhido pela cunhada e, juntamente com a esposa e seus dois filhos, está morando no bairro Bananal do Sul. "Eu tinha três casas de aluguel que foram destruídas pelo deslizamento e alguns destroços atingiram a minha casa. É complicado", frisa.

Com olhar apreensivo, Ana Maria de Souza, de 38 anos, acompanhou atenta o trabalho da Defesa Civil em sua casa, no Morro do Schmidt. Mesmo com o apoio da Prefeitura, ela diz que não foi fácil conseguir uma casa para morar temporariamente.

Ana Maria está morando na mesma localidade de sua casa que foi interditada | Foto Eduardo Montecino/OCP News

"A gente ficou um mês em uma casa pequena. Depois conseguimos uma residência maior, mas na mudança meu guarda-roupa caiu e até hoje estou sem", fala.

Das 68 famílias que precisaram deixar o local devido ao deslizamento de terra do dia 18 de fevereiro, 38 delas estão recebendo aluguel social de R$ 690. Outras 26 vivem em casa de parentes e amigos, além de quatro que não se encaixam para receber o aluguel.

 

 

Receba as notícias do OCP no seu aplicativo de mensagens favorito:

WhatsApp

Telegram

Facebook Messenger