Nesta semana, o deputado federal Carlos Jordy (PSL) protocolou na Câmara dos Deputados a proposta de lei para instituir o Dia Nacional de Combate à Intolerância Ideológica no calendário oficial do Brasil.

O projeto (PL 4.762/2019) prevê o dia 6 de setembro como data oficial, mesmo dia em que o presidente Jair Bolsonaro (PSL), quando ainda era candidato, foi vítima de um ataque com faca enquanto fazia campanha em Juiz de Fora (MG).

Na justificativa do projeto, o deputado define a intolerância, no sentido político e social, como "a ausência de disposição para aceitar pessoas com pontos de vista diferentes".

"Nos últimos anos, o Brasil tem sido palco de constantes confrontos ideológicos, não somente entre partidos políticos, mas também entre parcelas da sociedade. As ideologias modernas e contemporâneas racionalizam e justificam paixões muitas vezes de forma exagerada, que ao invés de promoverem um debate restrito às ideias, passam à violência física ou difamatória", justifica o parlamentar, no projeto.

No documento, o deputado ainda fala em uma suposta "ditadura do politicamente correto" o que, para o deputado, representaria um risco de "retorno das práticas terroristas, como por exemplo, algumas ações dos grupos revolucionários de esquerda nos anos 1960".

O projeto ainda prevê que o Estado deva ficar como responsável por apoiar a sociedade civil organizada na promoção e divulgação de campanhas, seminários e outras atividades para conscientizar a população sobre a importância de reafirmar a democracia, por meio da liberdade de pensamento e de expressão.

 

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