No mês em que completa 14 anos como servidor de carreira na Prefeitura de Jaraguá do Sul, o psicólogo Dalton Fernando Fischer desde ontem passou a ter mais um desafio ao assumir o cargo de secretário da Saúde, função que acumulará com a de diretor da Vigilância em Saúde do município. É o quarto a ocupar a mesma cadeira na gestão do prefeito Dieter Janssen, depois de Ademar Possamai, Cristiane Haffermann Wille e Emanuella Wolf, que deixou a pasta na última sexta-feira (19). Terá sob seu comando 811 funcionários e um orçamento de R$ 162,2 milhões em 2016 para gerir. Em 2002, quando ingressou no serviço público, Dalton assumiu como coordenador do Programa DST/Aids. De lá para cá, atuou no serviço de Saúde Mental junto ao CAPS (Centro de Apoio Psicossocial) e voltou a coordenar o Programa DST/Aids de 2009 a 2012. Na atual gestão, Fischer foi gerente de Vigilância em Saúde e depois passou a diretor. A escolha dele pelo prefeito foi justificada como uma decisão técnica, ao valorizar um servidor da área, e uma medida de economia, evitando a contratação de outro comissionado. De acordo com Fischer, o convite para assumir a Saúde ocorreu no início da tarde de segunda-feira (22), quando o prefeito reuniu os servidores do setor para uma conversa. “Esperávamos que fosse privilegiado alguém do quadro, pela questão técnica e de economia. Aceitei prontamente. Vou estar aqui [na Secretaria] e, sempre que precisar, estarei lá [na Vigilância]”, declara. “Ainda estou tomando pé da situação, terei reuniões para me inteirar das atividades”, diz. Ele aponta como positivo “o bom diálogo e a união dos diretores da Saúde, o que facilita para resolver os problemas encontrados.” Combate à dengue é um dos focos Sobre os problemas que terá de enfrentar, o secretário mostra tranquilidade. Ele defende que o combate ao mosquito Aedes aegypti “é um desafio para qualquer secretário, principalmente em otimizar os recursos, quando se fala em diminuição e atraso nos recursos federais”. O novo secretário lembra que o setor de Epidemiologia dispõe de 11 agentes de endemias, três laboratoristas (para análise das larvas), um supervisor de campo e um coordenador para o Programa de Combaste ao Aedes Aegypti. “Todos estão trabalhando intensamente no monitoramento das armadilhas e pontos estratégicos”, destaca. Um dos fatores que está somando nesse trabalho, reforça, é a inserção da Secretaria de Urbanismo no acompanhamento de denúncias de terrenos abandonados, residências fechadas ou sem os cuidados adequados. “Antes tínhamos duas ou três denúncias por semana e agora são 20 por dia”, revela. “Por mais que se esteja conscientizando a comunidade, falta parte da população colaborar também”, enfatiza. Em relação à medida da Farmácia Básica, que em março deixará de entregar medicamentos gratuitos aos que não apresentarem receita do SUS, ele entende que “nem sempre se consegue agradar a comunidade, mas há medidas que são necessárias.”