A Comissão Especial Temporária sobre a Ação Civil Pública (ACP) do Carvão na Câmara de Vereadores de Criciúma iniciou nesta segunda-feira (26) a fase de reuniões com representantes técnicos e ambientais envolvidos com a recuperação de áreas afetadas pela mineração.

Na primeira reunião, foram ouvidos o presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral, Fernando Zancan, o engenheiro Márcio Zanuzzi, representando o Sindicato da Indústria de Extração Carvão de Santa Catarina (SIESESC) e o engenheiro Cléber José Gomes.

Conforme Zancan, o entendimento para recuperação das áreas é um processo técnico e colaborativo.

“A reunião ocorreu de uma forma muito clara e objetiva. O intuito é ver de que forma podemos resolver um problema técnico, avançando para ocupação e recuperação das terras afetadas em Criciúma”, destacou.

Segundo o engenheiro Márcio Zanuzzi, Criciúma possui atualmente 1,4 mil hectares de áreas exploradas pelo carvão e que foram mapeadas na Comissão Especial do Carvão. Dessas, aproximadamente 1,3 mil são depósitos de rejeitos.

“Todos os ouvidos no encontro de hoje possuem um conhecimento técnico, tratam disso desde a Década de 90. É fundamental para sabermos até onde evoluiu, além disso, é importante que tenhamos um conhecimento técnico para que medidas possam ser tomadas”, enfatizou o relator da ACP do Carvão, vereador Julio Kaminski (PSL).

O próximo encontro da ACP do Carvão está marcado para segunda-feira (2), às 14h, e serão convidados representantes da Fundação do Meio Ambiente de Criciúma (Famcri), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Instituto do Meio Ambiente (IMA).

Fazem parte da Comissão sobre a ACP do Carvão, o vereador e relator, Julio Kaminski (PSL), Obadias Benones (AVANTE), que é secretário, a vereadora Giovana Mondardo (PCdoB) e os vereadores Jair Alexandre (PL), Paulo Ferrarezi (MDB), Manoel Rozeng (DEM), Miguel Pierini (PP), Salésio Lima (PSD) e Zairo Casagrande (PDT).