Por Patricia Moraes Cumprindo a promessa de abrir os números do caixa da Prefeitura de Jaraguá do Sul, o prefeito Antídio Lunelli (PMDB) esteve nesta segunda-feira (24) pela segunda vez na Associação Empresarial (Acijs), em menos de quatro meses de mandato, para um balanço de sua administração. Bem diferente da primeira ocasião, quando o clima – apesar das falas sobre as dificuldades financeiras -, era festivo, a plenária desta segunda foi marcada por um tom formal, até mesmo pela divisão da plateia composta por empresários, servidores comissionados e efetivos.
servidores no Cejas
Servidores municipais se concentraram em frente ao Cejas no fim da tarde desta segunda, para acompanhar fala do prefeito Lunelli | Foto Eduardo Montecino
Em sua apresentação, Lunelli citou os 30 dias de greve dos servidores municipais como uma barreira a mais nos 100 primeiros dias de governo. Voltou a deixar claro que sua intenção é ‘arrumar a máquina’. Apesar da nítida diferença de clima entre a apresentação de fevereiro e a atual, a plenária transcorria bem e se encaminhava para o final até que o presidente do Cejas, Giuliano Donini, leu uma pergunta de um servidor. O questionamento versava sobre o risco de a atual administração comprometer a qualidade e os bons índices conquistados pela educação da rede municipal com uma política de cortes que atinge a categoria. Visivelmente irritado, o prefeito se levantou e voltou a discursar sobre os problemas da máquina pública. Disse que servidor não faz parte de uma casta de intocáveis, questionou leis e reforçou a ideia de que todo mundo precisa pagar a conta da crise. - Leia mais: Lunelli sem censura na plenária da Acijs -   Afirmou que pretende fazer ‘gestão com justiça’ e um controle idêntico ao praticado na iniciativa privada. Lunelli disse ainda que a estabilidade no serviço público é o câncer do país, no que foi respondido pelos servidores, que citaram a corrupção como o grande mal da nação. Aplaudido por alguns e vaiado por outros, o empresário não respondeu ao questionamento. Um servidor se levantou e começou a fazer críticas à administração. Foi quando Donini precisou intervir e pediu calma, tanto à plateia quanto ao prefeito.