A possibilidade de que o aumento do número de parlamentares para a próxima legislatura volte a ser pauta da Câmara de Vereadores causou reação na Associação Empresarial de Jaraguá do Sul (Acijs). Na sexta-feira, o presidente da entidade, Giuliano Donini, reafirmou que a entidade empresarial é contrária a qualquer pretensão do Poder Legislativo neste sentido.

O empresário lembrou que o assunto voltou a ser lembrado em função da dificuldade de recursos para investimentos na gestão pública. Disse que na última plenária da entidade, no dia 13, um empresário associado à Acijs fez comentários sobre o quadro político local e cobrou o posicionamento da entidade.

“Diante das informações que já começam a surgir, dando conta que é fato concreto esta movimentação para que o projeto seja votado no final do atual período, ao apagar das luzes, já informamos a presidência da Câmara de Vereadores nossa posição. O mínimo que a sociedade espera é que se tenha a hombridade de se discutir o tema às claras, com a participação de todos os setores representativos desta comunidade”, salientou Giuliano.

O empresário lembrou que a entidade já articulou iniciativas anteriores contra o aumento do número de parlamentares na Câmara de Vereadores, assim como realizou campanhas de conscientização ao voto útil na região, buscando ampliar a representatividade, e de motivação para que os eleitores acompanhem os trabalhos de seus representantes políticos. “São ações que certamente poderão ser reeditadas como forma de mostrar o posicionamento da comunidade contra atitudes que vão em desacordo aos interesses da maioria”

Presente na plenária, o vereador Anderson Kassner confirmou que existe a mobilização para a votação de projeto de aumento em mais quatro vagas (passando de 11 para 15 vereadores) e adiantou ser contrário à medida, que representaria um custo de R$ 1,3 milhão por ano e ao final dos quatro anos um total de R$ 5,4 milhões somente com salários de funcionários e cargos de confiança, sem contabilizar o custeio dos salários dos parlamentares e o eventual investimento em um novo prédio para a Câmara, um assunto que vem sendo cogitado há pelo menos três legislaturas, mas que os vereadores protelam para evitar desgastes.

O presidente da Acijs entende que a classe política deve dar exemplos positivos, como fazem outros setores da comunidade, e não buscar privilégios num momento em que faltam recursos para a saúde, educação e em áreas como mobilidade e infraestrutura.

“Não podemos seguir a lógica que vemos em nível federal, onde segundo o presidente do BNDES o governo federal emite todos os meses 60 milhões de unidades de contracheques para pagamentos de servidores ativos, inativos e para outros subsídios, sempre onerando o contribuinte e tirando recursos que poderiam ser aplicados em áreas essenciais à melhoria da qualidade de vida das pessoas”.

Convidado da plenária, o colunista político Cláudio Prisco Paraíso confirmou que o Estado é o maior empregador do País. Segundo ele, esta é uma situação inadmissível porque “não cabe aos governos criar empregos, cabe aos governos criar as condições para que as empresas movimentem a economia gerando postos de trabalho e renda”.

 

*Com informações da assessoria de imprensa