O resultado do Tribunal Especial de Julgamento, que absolveu o governador Carlos Moisés da Silva (PSL) do processo de impeachment, que apurava crime de responsabilidade no reajuste dos procuradores do Estado, deixou o governador confiante para o segundo processo, no caso dos respiradores, e que terá relatório julgado na próxima semana.

Horas após a decisão na Alesc, Moisés chamou jornalistas para uma coletiva de imprensa na Casa D’Agronômica, em Florianópolis, e deu pistas sobre o novo momento do seu governo.

O governador anunciou Eron Giordani como novo chefe da Casa Civil. O novo secretário é o chefe de gabinete do presidente da Alesc, Julio Garcia (PSD).

A reaproximação de Garcia e da Alesc parece ser a grande chave da articulação que devolveu o governo para Moisés.

Presidente da Alesc, Julio Garcia (E) e o governador Carlos Moisés já iniciaram a aproximação | Foto Divulgação/Arquivo

 

Garcia foi um dos protagonistas dos pedidos de impeachment de Moisés e os dois chegaram a polarizar o debate.

“A falta de diálogo coma Alesc sempre foi anunciada como grande defeito deste governo”, disse o governador Carlos Moisés justificando a nomeação.

 

"Ampla maioria"

O governador, que no auge da crise após o escândalo dos respiradores, que não tinha sequer um parlamentar para sair em sua defesa na Alesc, agora fala em “ampla maioria” dos deputados e está confiante que a reaproximação com o parlamento poderá pesar no julgamento do segundo pedido de impeachment, que deve ter relatório julgado na próxima semana.

O novo momento coloca Moisés em confronto com algumas das suas próprias declarações ao longo do primeiro ano e meio de governo, principalmente o de não promover nomeações em troca de favores políticos.

Por essa atitude foi muito criticado, principalmente por confundir diálogo entre poderes com ‘toma-la dá cá”.

Moisés segue defendendo a tese de falta de justa causa para o caso dos 200 respiradores comprados da China e pagos de forma antecipada. Foram R$ 33 milhões dos cofres públicos que ainda não se tem respostas. A seu favor, diz ter a prova de que não participou das negociações e que não sabia dos detalhes da compra.

Mesmo assim, ao que tudo indica, o que vai resolver mesmo este segundo tempo do governo Moisés e o julgamento da próxima semana será a política.

 

* Com informações de Fábio Bispo, coluna Pelo Estado/SC Portais

 

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