Dino Moreira, chefe de gabinete da vereadora Natália Petry (PMDB), entrou ontem na Câmara com uma representação que pede a abertura de um processo de cassação contra o presidente da Casa, José de Ávila. O documento será lido já na sessão de hoje e logo em seguida os vereadores terão que decidir se dão sequência ou não ao processo de cassação. Para ser aberta uma comissão, são necessários oito votos favoráveis à representação. Depois disso, o relatório tem 15 dias para ser votado em plenário. Ávila conta com apoio da base de oposição ao governo na Câmara, Arlindo Rincos, João Fiamoncini, Jeferson Oliveira, Jair Pedri e Jocimar Lima - integram o bloco. Mas todos eles são candidatos à reeleição e podem querer evitar um desgaste a 17 dias do pleito. “É um absurdo o que está acontecendo. Temos que defender o fora Zé, não é possível que a Câmara compactue com o comportamento dele. Além disso, é lei, tem que ser cumprida”, diz o assessor. Na representação, Moreira cita o artigo XV da Constituição e o artigo XV da Lei Orgânica Municipal, e lembra que Ávila foi condenado por venda ilegal de medicamento, sem registro da Anvisa, crime que é enquadrado como tráfico de drogas. Como o processo foi transitado em julgado, ou seja, não cabe recurso, o presidente da Câmara já deveria ter perdido o cargo, mas vem se mantendo na cadeira através de acordos e favores a alguns parlamentares. Ávila começará a cumprir pena de prestação de serviço comunitário no próximo dia 20 na corporação dos Bombeiros Voluntários. O presidente foi procurado pela coluna, mas estava com os telefones desligados. Leia mais na Coluna Plenário desta quinta-feira (15) aqui: https://goo.gl/93DLk5