Por Patricia Moraes A suspeita de que o vereador de Jaraguá do Sul, Arlindo Rincos (PSD), cobrava uma taxa em cima dos salários de servidores comissionados por ele indicados deve ser investigada pela Câmara de Vereadores. O assunto já estava sendo discutido discretamente em reuniões fechadas, mas ganhou força com a divulgação pelo apresentador do jornal da Studio FM, Sergio Peron, de uma carta escrita por um ex-assessor do parlamentar e encaminhada também ao presidente da Câmara, Pedro Garcia (PMDB). No texto, o ex-funcionário da Casa diz que entregava a Rincos R$ 3 mil do próprio salário e que não era o único obrigado a pagar o mensalinho. O presidente da Câmara vinha mantendo discrição sobre o assunto, mas nos bastidores a informação é que o ex-assessor – que também ocupou por um período o cargo de diretor-administrativo - já esteve em reuniões na Casa e teria assinado um documento confirmando a veracidade das acusações. À coluna, nesta sexta-feira (9), Pedro Garcia disse que aguardava a oficialização da denúncia para poder tomar as providências necessárias. Com o vazamento das informações, na próxima segunda-feira, o presidente da Câmara fará reuniões com o jurídico da Casa para definir quais serão os próximos passos. O provável é que havendo base substancial, a denúncia seja lida em plenário já na sessão de terça-feira. A decisão de abrir ou não uma Comissão Processante para investigar a suspeita será tomada em plenário. O vereador Arlindo Rincos foi procurado diversas vezes, mas não atendeu as ligações e nem mesmo respondeu às mensagens enviadas. Os próximos passos A previsão é que na próxima terça-feira, os vereadores decidam se há ou não indícios necessários para abrir uma Comissão Processante contra Arlindo Rincos. Se a maioria decidir que há, logo em seguida, por sorteio, a CP é formada por três integrantes, que terão cinco dias para noticiar o acusado. Depois disso, Rincos terá dez dias para apresentar defesa, que será submetida ao plenário. Caso a decisão seja levar as investigações adiante, os integrantes da comissão terão 90 dias para apresentar um parecer, que pode ser pela absolvição ou cassação do mandato. O procedimento é o mesmo pelo qual passou José de Osorio de Avila, o Zé da Farmácia, no ano passado.