Nesta quinta-feira (9) a Caixa Econômica Federal (CEF) anunciou o pacote de medidas de R$ 43 bilhões para estimular o setor da construção civil, durante a crise do coronavírus (COVID-19). O banco vai antecipar recursos para as empresas e aliviar o orçamento para os mutuários da casa própria, publicou O Globo.

A CEF também vai incentivar as pessoas a tomarem crédito imobiliário. Os novos compradores vão ganhar prazo de seis meses para começar a pagar as prestações. Essas medidas entram em vigor na segunda-feira (13).

De acordo com o O Globo, os mutuários inadimplentes, com até duas prestações atrasadas, poderão renegociar os contratos, suspender o pagamento das prestações por seis meses ou fazer o pagamento parcial.

A pausa nas dívidas parceladas por 90 dias para todos os clientes, inclusive no crédito imobiliário, já havia sido anunciada pela CEF. Para os clientes que fazem construção com financiamento do banco será permitida a liberação antecipada de até duas parcelas, sem a vistoria.

Representantes do setor produtivo se comprometeram a manter os empregos por 60 dias e as medidas desse pacote foram anunciadas em rede social pelo presidente da Caixa, Pedro Guimarães que reiterou que as medidas contemplam o “carro chefe” do banco.

"Com os novos recursos, a Caixa vai investir ao todo R$ 154 bilhões, somando as ações anteriores para combater os efeitos do novo coronavírus na economia. Para incentivar a construção de imóveis, serão antecipados até 20% do financiamento de empreendimentos que ainda vão começar. Além disso, recursos correspondentes a até três meses, limitado a 10% do custo financiado, para obras em andamento e sem atrasos no cronograma, também serão antecipadas" explicou.

De acordo com o Globo, ele ainda ressaltou que a pausa nos pagamentos parcelados também será estendida às empresas, sendo de até 90 dias, para os clientes que estão com pagamentos em dia ou com até duas parcelas, em atraso. Elas também terão inclusão ou prorrogação de carência por até 180 dias, para os projetos com obras concluídas e em fase de amortização.

Haverá ainda a possibilidade de prorrogação do início das obras por até 180 dias. Além disso, as construtoras poderão reformular o cronograma de obra, nos casos de contingências na execução por questões decorrentes da pandemia.

Guimarães reforça que a a medida também visa a manutenção de empregos no setor que em 2019 cresceu 1,6% após 5 anos de crise.

"Com essa nova medida, 1,2 milhão de pessoas vão conseguir manter o seu trabalho nesse momento de crise de saúde e crise econômica e nós conseguimos 530 mil unidades habitacionais que vão ser construídas" disse.

Já o presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz França, as medidas são positivas tanto para os compradores quanto para as empresas. "A Caixa está buscando a adequação do fluxo de caixa, dos compradores de imóveis e das incorporadoras. Estas medidas são fundamentais para manter 2,4 milhões de empregos diretos e indiretos."

Ele destacou que a iniciativa vai evitar a paralisação das obras e manter ativa a cadeia produtiva do setor, que conta com um grande número de pequenas e médias empresas. Segundo ele, as empresas também vão ajudar e bancar um voucher de R$ 3 mil para os novos compradores de imóveis. "Os empresários também vão fazer a sua parte, além de manter os empregos" finalizou.

*Informações O Globo.

 

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