O presidente Jair Bolsonaro demitiu nesta sexta-feira (17) o secretário de Cultura, Roberto Alvim. A decisão veio depois de Alvim fazer referência ao nazismo em um vídeo divulgado nas redes sociais.

Segundo o jornal Estadão, a situação do secretário ficou "insustentável" no governo. O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, já foi comunicado da decisão.

"A arte brasileira da próxima década será heroica e será nacional. Será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes de nosso povo, ou então não será nada", diz Alvim no vídeo.

Segundo o livro Goebbels: a Biography, de Peter Longerich, Goebbels disse em um pronunciamento para diretores de teatro a seguinte frase: "A arte alemã da próxima década será heroica, será ferreamente romântica, será objetiva e livre de sentimentalismo, será nacional com grande páthos e igualmente imperativa e vinculante, ou então não será nada".

 

 

O discurso causou polêmica entre artistas e até mesmo entre apoiadores do governo de Bolsonaro, que cobraram a demissão do secretário.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também foi às redes sociais dizer que é preciso afastar Alvim "urgentemente" do cargo.

Mais cedo, em entrevista ao Estadão, o secretário disse ter conversado com o presidente Jair Bolsonaro e o "convencido" de que a citação de uma frase similar a do propagandista do nazismo foi uma "coincidência retórica".

Alvim ainda teria admitido que o trecho de seu discurso foi inspirado na declaração do ideólogo nazista Joseph Goebbels. Ele afirma que repudia o nazismo, mas que "as ideias contidas na frase são absolutamente perfeitas".

Assista ao discurso

 

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