Atentado deixa uma morte e 17 feridos em Ra’anana, Israel – incluindo um brasileiro atropelado

Reprodução/Twitter

Por: Pedro Leal

16/01/2024 - 16:01 - Atualizada em: 16/01/2024 - 16:37

Um ataque com carros e facas, envolvendo ao menos dois suspeitos palestinos, resultou na morte de uma mulher de 79 anos e deixou outras 17 pessoas feridas, incluindo um brasileiro, que foi atropelado. O ataque ocorreu na cidade de Ra’anana, região metropolitana de Israel, nesta segunda-feira (15)

Os perpetradores foram identificados como Mahmoud Zidat, de 44 anos, residente da cidade de Hebron, na Cisjordânia, e Ahmed Zidat, de 25 anos, parente do primeiro envolvido, segundo as autoridades locais.

As informações são da Gazeta do Povo e da emissora britânica Sky.

Segundo a imprensa israelense, ele estava no carro com Zidat durante o ataque e tentou fugir do local antes de ser detido.

Mahmoud teria esfaqueado uma mulher durante o roubo de seu veículo e assumido o controle do carro para iniciar os atropelamentos pela Ahuza, uma das principais da pequena cidade, com aproximadamente 80 mil habitantes.

Ao perder o controle do carro, saiu do veículo e entrou em outro e iniciou uma nova leva de ataques na rua Haroshet.

Em um destes ataques ele atingiu um ponto de ônibus, onde estavam três brasileiros. Um deles foi atropelado e precisou passar por uma cirurgia no braço, segundo relatou um conhecido da família que mora em Ra’anana, o empresário brasileiro Nilton Migdal.

“Um amigo do meu filho foi atropelado por um dos terroristas e quebrou o braço, precisando passar por uma cirurgia de “alinhamento”. Ele está bem, teve o braço engessado, tirou alguns raios X e parece que os médicos aguardam para decidir como será a operação”, disse.

A família da vítima foi contactada, mas ainda não há informações atualizadas sobre o estado de saúde do brasileiro.

Este foi o primeiro registro de um atentado desse porte na cidade, localizada a pouco mais de 20 quilômetros de Tel Aviv, desde o início da guerra.

Os atos violentos começaram por volta das 13h30 (horário local de Israel, 8h30 no Brasil) – segundo Nilton, o horário em que as crianças começam a sair das escolas.

Durante os ataques, o governo municipal e a polícia instruíram a população a não sair de casa.