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Após uma semana de greve, funcionários dos Correios terão reunião na segunda-feira

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Por: Agência Brasil

18/09/2026 - 19:09 - Atualizada em: 18/09/2026 - 19:27

A greve dos funcionários dos Correios ultrapassou uma semana em todo o país. O julgamento do dissídio coletivo está marcado para segunda-feira (21), às 13h30.

O principal impasse envolve o plano de saúde. Os trabalhadores contestam a intenção da empresa de mudar sua condição de mantenedora para patrocinadora do CorreiosSaúde. Segundo a categoria, a alteração pode aumentar os custos e as mensalidades cobradas de funcionários, aposentados e dependentes, além de resultar na perda de direitos trabalhistas.

Os sindicatos também rejeitaram a proposta inicial apresentada pela direção dos Correios, que prevê reajuste de 0,87%. A categoria reivindica uma recomposição baseada na inflação acumulada, além de ganho real. Entre os pedidos estão ainda o retorno do adicional tradicional de 70% sobre as férias e do pagamento de 200% sobre o repouso ou feriado trabalhado.

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Os trabalhadores também são contrários à proposta de extinguir gratificações específicas, como as destinadas a motoristas e por quebra de caixa, além do vale extra de Natal.

TST determina manutenção de 80% do efetivo

Ao analisar a legalidade da greve, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou a manutenção de 80% do efetivo em atividade em cada unidade. O presidente do TST, ministro Vieira de Mello Filho, considerou a essencialidade do serviço e o impacto da paralisação durante o período eleitoral de 2026.

A Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect) afirmou que espera uma iniciativa concreta da empresa para retomar as negociações. Em nota, a entidade criticou o destaque dado pela estatal a novos uniformes e procedimentos de entrega enquanto, segundo a federação, a questão do plano de saúde continua sem solução.

Os Correios, por sua vez, afirmam que mantêm os serviços em todo o país e trabalham para reduzir os impactos da paralisação, que classificam como de adesão parcial. Entre as medidas adotadas estão o remanejamento de empregados e veículos e a realização de mutirões para preservar o fluxo logístico.

A empresa orienta os clientes a acompanharem o rastreamento das encomendas pelo site ou aplicativo e aguardarem a entrega no endereço de destino.

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Agência Brasil

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