O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, renunciou ao cargo na manhã desta quinta-feira (07), atendendo aos pedidos de ministros e parlamentares do Partido Conservador. As informações são da Reuters e do Metrópoles.

"O processo de escolha do novo líder deve começar agora", disse Johnson à porta do número 10 da Downing Street, a residência oficial do governo.

"E hoje eu nomeei um gabinete, como farei, até que um novo líder esteja no cargo."

A renúncia foi motivada por escândalos de festa durante a pandemia e de abuso sexual cometido por um membro do alto escalão.

“Nos últimos dias, ficou difícil conseguir (continuar). É minha função junto a vocês continuar fazendo o que prometi em 2019. Estou abrindo mão da melhor profissão do mundo, mas quero agradecer a minha família, aos servidores, agências e membros do Partido Conservador”, disse ele durante o discurso.

Após diversos escândalos, a denúncia de que um abuso sexual teria sido cometido por Chris Pincher, membro do governo, contra um jovem veio a tona.

Em um primeiro momento, o, então, primeiro-ministro afirmou não conhecer as condutas do colega de partido. Porém, nesta terça-feira, dia 5, um funcionário do governo acusou Johnson de saber sim do que havia ocorrido antes de nomear Pincher como líder do governo no parlamento e ministro de Habitação.

O primeiro-ministro chegou a pedir desculpas pelo ocorrido, mas como já não era a primeira vez que isso ocorria os parlamentares perderam a confiança em Johnson. Por isso, diversos ministros começaram a renunciar aos cargos o que culminou com uma pedido de mais de 40 membros do partido para que ele deixasse o cargo.

Anteriormente, devido as festas realizadas na sede do governo durante a pandemia de Covid-19, ele havia passado por um voto de desconfiança do qual saiu vitorioso e se manteve no cargo.