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Adriano Silva destaca legado em Joinville, transição na prefeitura e entrada no projeto estadual de Jorginho Mello

Foto: OCP

Por: Gabriel JR

15/04/2026 - 15:04 - Atualizada em: 15/04/2026 - 16:44

Em entrevista exclusiva à Rede OCP de Comunicação, nesta quarta-feira (15), o pré-candidato a vice-governador na chapa de Jorginho Mello (PL), Adriano Silva (Novo), afirmou que deixou a Prefeitura de Joinville com tranquilidade para a sucessora Rejane Gambim, a quem classificou como a pessoa mais preparada para assumir o comando do município.

Segundo ele, a atual prefeita participou desde a construção do plano de governo, integrou a montagem do secretariado, teve atuação ativa como vice-prefeita e agora assume o cargo como a primeira mulher a chefiar a maior cidade de Santa Catarina.

“A transição foi construída com base em continuidade e preparo”, avalia. Segundo ele, Rejane já fazia parte do projeto desde o início da gestão e conhece de perto o planejamento da administração.

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Entrada na política e gestão

Adriano relembrou sua entrada na política. “Aceitei, em 2019, o convite do Partido Novo para deixar a presidência da empresa da minha família – o Laboratório Catarinense – e disputar a prefeitura de Joinville. Minha trajetória sempre foi marcada pela preparação de sucessores e isso também orientou a minha transição de governo no município”, ressaltou.

Ao fazer um balanço da própria gestão, Adriano salientou o peso de ter sido o primeiro prefeito eleito pelo Partido Novo no Brasil. Segundo ele, havia uma responsabilidade adicional de demonstrar, na prática, como funciona um governo executivo conduzido pelo partido. Na avaliação do ex-prefeito, Joinville acabou se tornando uma referência nacional dentro da legenda pelos resultados alcançados ao longo do mandato.

O candidato atribuiu esse desempenho à adoção de princípios que, segundo ele, orientam o Novo, como liberdade econômica, meritocracia, igualdade perante a lei e coerência administrativa. Ele afirmou que o secretariado foi montado por processo seletivo e que a equipe permaneceu praticamente a mesma desde o início do governo, em 2021, o que, para ele, demonstra o caráter técnico da gestão.

Adriano, ex-prefeito de Joinville, relembrou a entrada na política ao citar o convite do Partido Novo, em 2019 | Foto: OCP

Adriano, ex-prefeito de Joinville, relembrou a entrada na política ao citar o convite do Partido Novo, em 2019 | Foto: OCP

Educação como legado

Entre as principais conquistas de sua atuação como prefeito, o político disse considerar a educação como o maior legado. De acordo com ele, Joinville saiu das posições de 9º e 13º lugares nas séries iniciais e finais do ensino fundamental para alcançar o 1º lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) entre as maiores cidades do país.

Afirmou, ainda, que o seu governo foi marcado por coerência, transparência, diálogo direto com a população e entregas em diferentes áreas da administração. Também declarou ter recebido, junto da vice-prefeita, mais de 20 mil pessoas em gabinete ao longo do período.

Aproximação com Jorginho

Ao abordar as eleições de 2026, Adriano explicou como se deu sua aproximação com o governador Jorginho Mello. Ele relatou que, após aparecer em pesquisas de intenção de voto, passou a ser pressionado dentro do Partido Novo para definir os próximos passos políticos. Segundo ele, chegou a receber convite de João Rodrigues (PSD), mas não se sentia confortável em disputar o governo em oposição a Jorginho Mello.

“Jorginho foi parceiro de Joinville desde o período em que era senador e, depois, como governador, ajudou o município em áreas estratégicas”, disse. Entre os exemplos citados, destacou o repasse de recursos a fundo perdido para o Hospital São José, que classificou como um ponto sensível do orçamento de Joinville.

“Inicialmente, eu estava decidido a permanecer na prefeitura. A mudança de rumo ocorreu quando fui surpreendido pelo convite de Jorginho Mello, no início de janeiro. Levei o tema ao partido e aceitamos a possibilidade de integrar a chapa em nome de um projeto político mais amplo”, explicou.

Adriano Silva participou de entrevista na Rede OCP, no podcast Eleições 2026 | Foto: OCP

União da direita e papel na chapa

O candidato afirmou que um dos fatores determinantes para aceitar o convite foi a defesa da união da direita. Na visão dele, “este não seria o momento de partidos desse campo político disputarem entre si, mas de se unirem em torno de um objetivo comum”.

Segundo ele, a proposta de ser um vice-governador atuante, com participação efetiva na gestão, levando ao governo estadual a experiência administrativa que construiu em Joinville, foi decisivo para aceitar o convite de Jorginho.”Esse caminho também pode representar um processo de aprendizado e amadurecimento para uma eventual candidatura ao governo em 2030″, completou.

“Esse é um momento de união”, afirmou Adriano, ao defender a convergência entre partidos do mesmo campo político.

Projetos e representação regional

Outro ponto destacado por Adriano foi a importância da representação do Norte e Nordeste catarinense na composição estadual. Ele lembrou que a atual vice-governadora, Marilisa Boehm, também é de Joinville e afirmou que mantém relação de amizade com ela. Segundo o ex-prefeito, não se trata de substituição conflituosa, mas de continuidade de uma representação regional.

Ele citou, ainda, sua experiência como presidente da Associação de Municípios do Nordeste de Santa Catarina (Amunesc) e do Consórcio Interfederativo de Saúde do Nordeste de Santa Catarina, o que fez com ele conhecesse de perto as demandas de infraestrutura e mobilidade dos municípios da região.

Nesse contexto, falou sobre a retomada da discussão em torno da ferrovia de passageiros no Norte do Estado. Ele afirmou que a estrutura hoje está subutilizada e poderia servir tanto para deslocamentos entre cidades como Joinville, Jaraguá do Sul, Araquari, São Francisco do Sul e Guaramirim, quanto para aliviar gargalos rodoviários da região.

Adriano também comentou o projeto da Via Mar, apresentado como uma alternativa para desafogar a BR-101. De acordo com ele, “a proposta é relevante porque a rodovia federal já está cercada pelo crescimento urbano e, mesmo com eventual ampliação, continuaria enfrentando problemas de fluxo local”.

Cenário partidário

Ao tratar do cenário partidário, Adriano disse ver o Novo em Santa Catarina como o diretório que mais cresce no país dentro da legenda. Ele citou os nomes dos deputados Matheus Cadorim e Gilson Marques como referências e afirmou que o partido trabalha com a expectativa de eleger dois deputados federais e de três a quatro deputados estaduais em 2026, citando Rodrigo Livramento, pré-candidato a deputado federal, e Mário Felippi, pré-candidato a deputado estadual.

Rodrigo Livramento, pré-candidato a deputado federal, ao lado de Adriano Silva e Mário Felippi, pré-candidato a deputado estadual | Foto: OCP

Sobre alianças, afirmou que o desenho das coligações vem sendo conduzido por Jorginho Mello, destacando o Novo, Republicanos e Podemos como partidos já posicionados ao lado do projeto. Acrescentou ainda que lideranças de outras siglas, como PP e MDB, reconhecem a política municipalista do governador e que o quadro pode seguir em movimento até o período das convenções.

Para concluir, Adriano reforçou que a pré-campanha tem servido principalmente para escutar lideranças regionais e conhecer melhor as demandas do Estado. “Pretendo repetir a lógica que marcou minha trajetória em Joinville: ouvir a população, estruturar propostas factíveis e transformar plano de governo em planejamento efetivo”, afirmou.

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Gabriel JR

Repórter e radialista com 15 anos de experiência na área de comunicação