Sozinhas, as seis maiores candidaturas ao Senado em Santa Catarina somam R$ 9,338 milhões na primeira prestação de contas parcial das candidaturas.

Os valores se referem às campanhas dos candidatos do Partido Progressista (PP), do Partido dos Trabalhadores (PT), do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) do Partido da República (PR) e do Partido Social Democrático (PSD).

O prazo para a entrega da primeira parcial da prestação de contas de campanha se encerrou na quinta-feira (13) da semana passada.

Para as candidaturas ao Senado, os limites estabelecidos para a campanha eleitoral de 2018 são de R$ 3,5 milhões.

Ao todo, são 14 candidatos em Santa Catarina, dos quais apenas um - Paulo Bauer, do PSDB - tenta a reeleição.

O que declararam as principais candidaturas ao Senado em Santa Catarina:

Esperidião Amin (PP)

O ex-governador e deputado federal pelo Partido Progressista declarou uma arrecadação de campanha de R$ 2,383 milhões em sua primeira prestação de contas parcial, oriundos exclusivamente de fundos partidários. Na eleição passada, o candidato declarou receita de campanha na ordem de R$ 1,373 milhão.

A campanha já contratou despesas de R$ 800,7 mil, dos quais R$ 642,6 mil já foram pagas. R$ 375 mil foram destinados à produção de material audiovisual e R$ 148,6 mil para publicidade com adesivos. A campanha também destinou R$ 50 mil para impulsionamento de conteúdo online.

Ideli Salvatti (PT)

A candidata do Partido dos Trabalhadores e ex-ministra de Direitos Humanos declarou fundos de R$ 898,3 mil. Destes, apenas R$ 5 mil não vieram de fundos do partido, sendo fruto de uma doação do servidor público aposentado Derci Pasqualotto, candidato a senador 2º suplente pelo PT.

A candidata não participou das eleições de 2014. Em 2010, foi candidata ao governo do Estado, com despesas declaradas de R$ 3,65 milhões.

A candidatura declarou a contratação de R$ 545 mil em despesas, sendo destes R$ 326,6 mil voltados para a produção de material audiovisual, R$ 59,8 mil com despesas de pessoal. A campanha da petista também empenhou R$ 48,5 mil em impulsionamento de conteúdo nas redes sociais.

Jorginho Mello (PR)

Deputado Federal, o candidato do Partido da República declarou o recebimento de R$ 3,069 milhões, o maior declarado até o momento no Estado. Destes, R$3 milhões são fundos do partido, R$ 13,330 mil de recursos próprios e R$ 31,020 mil de doadores já confirmados, entre os quais o empresário José Roberto Martins, que contribuiu com R$ 25 mil.

Na eleição anterior, declarou o recebimento de R$ 1,461 milhão.

A candidatura já declarou a contratação de despesas de R$ 2,367 milhões, com R$ 1,878 milhão há pago. São R$ 455 mil em produção de audiovisual, R$ 388,7 mil em publicidade por adesivos, R$ 375 mil em publicidade impressa e R$ 639,7 mil para serviços prestados por terceiros.  O candidato também declarou R$ 200 mil em doações para outras campanhas eleitorais.

Lédio Rosa (PT)

Também candidato pelo Partido dos Trabalhadores, o desembargador Lédio Rosa de Andrade declarou receitas de R$ 302 mil, com R$ 2 mil arrecadados de doadores individuais e outros R$ 300 mil de fundos do partido. Esta é a sua primeira candidatura.

A campanha declarou despesas de R$ 283,9 mil, das quais foram pagos R$ 94,7 mil. São referentes primariamente à produção de material audiovisual, cotado em R$ 250 mil, com outros R$ 20 mil em material impresso e R$ 5 mil em impulsionamento de conteúdo online.

Paulo Bauer (PSDB)

Concorrendo à reeleição, o senador do Partido da Social Democracia Brasileira declarou em sua primeira prestação parcial de contas uma arrecadação de R$ 1,711 milhão, com R$ 169 mil vindos de pessoas físicas e o restante de fundos partidários.

Seu principal doador foi o empresário paulista Rubens Ometto Silveira Mello, presidente da Cosan, que contribuiu com R$ 100 mil para a campanha. Na eleição passada, candidato ao governo do Estado, declarou o recebimento de R$ 6,765 milhões para a campanha.

O candidato declarou a contratação de despesas no valor de R$ 1,793 milhão, dos quais R$ 549,8 mil já foram pagos. R$ 860 mil se referem à produção de material audiovisual e R$ 482,2 mil, de publicidade impressa. Também foram usados R$ 45 mil em impulsionamento de conteúdo nas redes sociais.

Raimundo Colombo (PSD)

O ex-governador e candidato do Partido Social Democrático declarou o recebimento de R$ 985,1 mil para sua campanha. Destes, R$ 800 mil são fundos do partido, R$ 53,1 mil doações de pessoas físicas e R$ 132 mil são recursos próprios.

R$ 50 mil são oriundos de um único doador, o empresário paranaense Gilson Mueller Berneck, diretor-presidente da Madeireira Berneck S.A. Em 2014, Colombo foi eleito governador com arrecadação de campanha de R$ 12,686 milhões.

A campanha declarou a contratação de serviços no valor de R$ 524 mil, dos quais R$ 512 mil já foram pagos. R$ 375 mil se referem à produção de material audiovisual e R$ 112,6 mil à publicidade impressa. A campanha destinou R$ 8 mil ao impulsionamento de conteúdo online.

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