Nos dias de céu limpo e sol, basta os jaraguaenses olharem para cima para se deparar com um festival de cores planando tranquilamente pelo céu. Os parapentes já se tornaram parte da paisagem da cidade, mas o que poucos sabem é da influência desse esporte na região através de uma empresa que é destaque, não só por aqui, mas no Brasil e no mundo: a SOL Paragliders.

A empresa existe desde 1991, fez sua primeira exportação em 1993 (para a Áustria), mas foi em 1996 que oficialmente se tornou a SOL Paragliders e decolou na jornada de se tornar uma das marcas mais importantes do mundo no segmento de equipamentos para voo livre.

Foto Arquivo/SOL Paragliders

A empresa que tem sede em Jaraguá do Sul, aos poucos foi conquistando seu espaço no mercado, auxiliando no fortalecimento das modalidades esportivas praticadas nas alturas.

Em 2001, a SOL foi a patrocinadora de Marcelo Prieto, a primeira pessoa a fazer um voo de 400 km. Dois anos mais tarde, em 2003, já estava promovendo sua primeira expedição de voo livre na cidade de Patu (RN).

Desta forma, ao mesmo tempo que a empresa crescia, crescia dentro dela a essência ser muito mais do que uma fornecedora de equipamentos, mas uma das principais responsáveis por agigantar o voo livre.

Foto Divulgação/SOL Paragliders

E esta essência de desafio, emoção e aventura jamais se perdeu. Muitos outros aero desportistas tiveram a empresa ao seu lado, e bateram mais recordes mundiais. Em 2014, a empresa que já era considerada parte essencial da história do voo livre no mundo, foi a principal marca dentro da final do circuito mundial de paraglider.

Mas esta fé no esporte é retribuída pelos atletas e praticantes do voo. Desde 2004 a empresa tem o crivo da Associação Alemã de Voo Livre, que é considerada a mais exigente do mundo. E, a partir de 2005, a SOL chegou aos praticantes de voo livre acrobático. Deste lá, é a marca mais utilizada para arrancar suspiros de quem assiste a um show de parapente acrobático.

Foto Divulgação/SOL Paragliders

Segundo o sócio e fundador da empresa, Ary Carlos Pradi, no início de toda essa história ele não imaginava chegar tão longe, mas acredita que tudo aconteceu por sempre acreditar que ainda há caminho à frente para ser percorrido.

“No primeiro momento pensava em trabalhar com o que gosto, com uma meta de vender três equipamentos por mês e ter até três colaboradores. Anos mais tarde, fazíamos 30 equipamentos por mês e éramos em 20 pessoas; hoje já podemos produzir 180 e somos 120 colaboradores diretos, outros 40 terceirizados e 90 que vivem quase que exclusivamente na cadeia de valores criado em torno da SOL”, diz Pradi.

Claramente, o voo livre é um esporte que exige muita coragem, e a confiança dos praticantes, carregada em todos esses anos de história, é por si só uma batida de martelo quanto à qualidade dos produtos. A SOL Paragliders produz todos os principais equipamentos que um aero desportista precisa desde o ano 2000.

Foto Divulgação/SOL Paragliders

Além dos parapentes, a marca também fabrica asas de paramotor (PPG), paraquedas reservas, mochilas e sacos de dobragem, acessórios de voo, vestuário de vôo, linha completa de acessórios e, ainda, fornece manutenção de equipamentos e treinamento através de seus distribuidores para quem deseja se desafiar no esporte.

“Devemos nos manter firmes em nosso propósito de oferecer produtos inovadores e criativos, sempre com rigor no uso dos materiais e acabamentos, proporcionando sensações inesquecíveis aos clientes e orgulho aos nossos colaboradores”, acrescenta Pradi.

No parque fabril, a presença da automação, Indústria 4.0 está cada vez maior, aumentando a produtividade e proporcionando também conforto e bem-estar para os colaboradores.

Foto Divulgação/SOL Paragliders

Abertura para novos produtos

Em 2011, a empresa decidiu aplicar toda a sua experiência na produção de produtos diferenciados para outras atividades ao ar livre. Foi aí que nasceu a SOL Sports, atuando na confecção de vestuário feminino e masculino para a prática de esportes e exercícios físicos ao ar livre.

Foto Divulgação/SOL Sports

As peças de roupas são funcionais, tendo opções com proteção UV, Dry, bactericida, bio-anatômicas e biotecnologias para proteger a pele, gerar mais conforto e melhorar o desempenho nas atividades.

A preocupação com a qualidade, segurança e desempenho de cada item, explica o sucesso e diz muito sobre a filosofia da empresa.

Foto Divulgação/SOL Sports

Hoje, a marca veste várias personalidades dos esportes ao ar livre como Rodrigo Raineri (alpinista), Fernando Fernandez (atleta para-olimpico) e Samuel Nascimento (recordista mundial voo livre).

Reconhecimento mundial

Atualmente, a SOL Paragliders tem distribuidores em 70 países e tem seus produtos sendo usados em todos os países do mundo onde se pratica o parapente. No Brasil, conta com uma área industrial de 4 mil metros quadrados, tendo mais de 160 colaboradores.

A justificativa desse reconhecimento e crescimento está diretamente ligada à preocupação com a qualidade e cuidados, tanto no processo de fabricação dos equipamentos, como no desenvolvimento de um novo produto. Cada peça requer estudo e atenção às necessidades do mercado.

Foto Divulgação/SOL Paragliders

Por isso, a empresa está sempre à frente quando se refere a novas tecnologias, atuando com pesquisas e avaliações em campo, com pilotos de testes, equipe de acrobacias e patrocínio de pilotos de competição, aonde se torna possível medir a performance dos equipamentos, detectando os pontos fortes e fracos de cada projeto.

Foto Divulgação/SOL Paragliders

O presidente da SOL, Ary Carlos Pradi, adianta que alguns projetos estão em andamento este ano. Haverá lançamentos de produtos inéditos na linha Paraglider, aumento de modelos e versões, como é o exemplo do paraglider de alta performance para uso com motor, cobrindo assim o mercado quase que na sua totalidade.

“Em termos de vestuário consolida-se cada vez mais o uso de nanotecnologias que geram conforto, saúde e bem-estar no dia a dia. Temos sido referência no uso de tecnologias e estamos trabalhando para nos mantermos neste nível lançando produtos inovadores”, finaliza.