Antigamente Hansa Humboldt, hoje Corupá, é possível afirmar que a bananicultura começou a se desenvolver desde sua fundação, em julho de 1897, cultivada nas áreas onde as demais culturas agrícolas não conseguiam se desenvolver.

O projeto Mapeamento Histórico e Cultural dos Saberes e Fazeres Artísticos e Culinários da Banana de Corupá foi um dos selecionados no Prêmio Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura ∕ Patrimônio Cultural – Edição 2019, na categoria Patrimônio Cultural Imaterial, por meio do eixo da Pesquisa, oferecido pelo Governo do Estado de Santa Catarina por intermédio da Fundação Catarinense de Cultura.

O patrimônio imaterial é transmitido de geração a geração, constantemente recriado pelas comunidades e grupos em função de seu ambiente, de sua interação com a natureza e de sua história, gerando um sentimento de identidade e continuidade, contribuindo para promover o respeito à diversidade cultural e à criatividade humana. O principal objetivo do projeto foi mapear os saberes e fazeres da Banana de Corupá.

Cultivar banana, vai além de preparar o solo, plantar, cuidar, colher e vender. Representa toda a dedicação de uma família produtora, que leva seus conhecimentos, saberes e fazeres até a mesa do consumidor. São mais de 500 famílias que se beneficiam da produção num ambiente com peculiaridades de clima e de relevo, bem como, pelo saber-fazer local. Destas famílias, algumas estão na 5ª geração cultivando a fruta. O dia a dia do cultivo da banana, demonstra a tradição que a cidade vem preservando há mais de 100 anos, tornando a bananicultura um patrimônio para a cidade.

A presidente da Câmara de Vereadores de Corupá, Sra. Bernadete Correa Hilbrecht, disponibilizou parte da sessão do dia 16 de agosto para a apresentação dos resultados da pesquisa. Devido as regras de distanciamento e ao espaço físico limitado, foi realizada transmissão ao vivo. Desta forma, a comunidade pôde prestigiar o evento de casa.

Roseli Siewert, filha de bananicultores e pesquisadora, ressalta: “Conforme o mapa, entre famílias e empresas que preparam alimentos à base de banana ou fazem o artesanato, pesquisamos 20 itens. Destes, 16 alimentos, 1 bebida, 2 artesanatos e o cultivo da bananicultura.”

O resultado dessa pesquisa, é a conscientização da comunidade sobre a importância dos saberes e fazeres locais e que é preciso ter continuidade para manter viva essas tradições. A intenção é que futuramente seja realizado um estudo mais aprofundado para tornar alguns elementos como Patrimônio Imaterial, reconhecido na esfera estadual.

Para a realização da pesquisa, Roseli contou com os trabalhos do historiador Rubens Junior Heinrich, a Gabriella Eger Lux que realizou todas as transcrições da pesquisa oral e auxiliou na elaboração dos textos e com a equipe da Keep Studio, na gravação e edição do vídeo, disponível no site. E aproveitamos para agradecer as famílias e empresas que disponibilizaram do seu tempo para participarem da pesquisa, a colaboração deles foi essencial. O projeto também contou com o apoio da Prefeitura Municipal de Corupá e do Instituto Catarina Brasilis, instituição sem fins lucrativos criada em 2018, no qual a cultura é a principal área a ser desenvolvida.

Entre os desafios diários, compartilhando a tradição com a inovação e o comprometimento dos agricultores, Corupá se tornou a Capital Catarinense da Banana e possui a Indicação Geográfica Região de Corupá. A dedicação dos bananicultores vai além de trabalho, eles vivem o saber fazer 365 dias do ano. Sentem amor em produzir a banana mais doce do Brasil.

Sabendo da importância que a bananicultura têm e com intuito de preservar, valorizar e divulgar a banana, o Instituto Catarina Brasilis esta presenteando a Região de Corupá com o Museu da Banana, criado em 21 de agosto de 2019.

O museu ainda não possui um espaço físico, mas é possível acompanhar toda a pesquisa e acessar demais conteúdos no Instagram e na página do Facebook com o endereço: @museudabanana e no site www.museudabanana.com.br

Da esquerda para a direita, segue a diretoria do Instituto Catarina Brasilis: Daiana Kozesrki (Diretora Financeira), Roseli Siewert (Presidente) e Gabriella Eger Lux (Diretora Administrativa)